É treinador no Portimonense "por culpa" de Donald Trump

É treinador no Portimonense "por culpa" de Donald Trump

Bruno Lopes estava a treinar nos Estados Unidos e tinha acordo para mais dois anos

Bruno Lopes tem 35 anos e é o treinador dos sub-23 do Portimonense, depois de, na época passada, ter começado por integrar a equipa técnica de Folha, na qualidade de observador, ora analisando os adversários ora "trabalhando" os treinos e os jogos da formação principal. Após a saída de Boa Morte acumulou funções e passou também a dirigir os sub-23, mas a grande curiosidade de toda esta situação tem um "culpado": Donald Trump, esse mesmo, o presidente dos Estados Unidos.

A história de Bruno Lopes-treinador começa quase por brincadeira, nos juniores do Ferreiras, depois de ter começado a cursar futebol. Chegou a treinador principal, mudou-se a seguir para o Imortal e surgiu então um convite dos Dayton Dutch Lions, no Ohio. "Tinha a ideia de querer sair, de evoluir e conhecer outras realidades, e trabalhar nos EUA foi extremamente importante". Durante quase quatro anos (2014 a 2018) confirmou que a sua grande paixão era mesmo o futebol. Subiu das camadas jovens aos seniores em apenas seis meses, até que "fechou-se uma janela e abriu-se uma porta". Com Trump no poder "mudou a política de emigração, e, embora tivesse acordo para mais dois anos, o visto não foi renovado". Bruno Lopes fez as malas, regressou ao Algarve e frequentava o curso de 3.º nível quando conheceu Fábio Moura e Rui Sá Lemos, adjuntos de Folha no Portimonense. O convite foi quase imediato e, claro, foi aceite. O resto desta curta história já atrás ficou descrita.

"O primeiro ano de qualquer coisa é sempre de expectativa e o da Liga Revelação dos sub-23 também o foi. Agora, dispomos de outras bases, tal como todos os demais clubes, sendo uma aposta forte da SAD, integrada no desenvolvimento global de todo o projeto do Portimonense", conta Bruno Lopes. "Melhorámos muito", prossegue o técnico, garantindo que "o contexto dos sub-23 só faz sentido se houver sempre um intercâmbio de jogadores com a equipa principal". No seu entender, são três os pontos fundamentais: primeiro, "o desenvolvimento dos atletas, potenciando o maior número possível para que cheguem à equipa principal, como Bruno Reis, Sérgio Santos e outros". Depois, adotar e seguir um "modelo de jogo à imagem do conjunto da I Liga", sustentando a aproximação entre os dois onzes dos alvinegros". Por último, "o sermos competitivos em todos os jogos, até porque representamos também uma região, visto que da zona de Lisboa para sul somos a única equipa em ação".

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