Com vitória sobre o Benfica na Luz, Portimonense fez história a dobrar

Com vitória sobre o Benfica na Luz, Portimonense fez história a dobrar
António Pires

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As defesas de Samuel, os cortes de Candé e os falhanços do Benfica ditaram a estreia a vencer do Portimonense na Luz.

No espaço de cinco dias fez-se história no Estádio da Luz por duas vezes. Contudo, se na quarta-feira tinha sido o Benfica a festejar - 60 anos depois da conquista da Taça dos Campeões voltou a vencer o Barcelona - no domingo foi a vez do seu rival celebrar. Ao ganhar por 1-0 fora, o Portimonense ganhou pela primeira vez nessa condição às águias. Mais, nunca antes tinha triunfado para o campeonato no campo de um dos três grandes.

A explicação para o resultado do líder da Liga Bwin, agora com apenas um ponto de avanço para FC Porto e Sporting, tem uma razão principal: eficácia. Sem tirar qualquer mérito ao Portimonense, que aproveitou uma bola parada para marcar e fez um bom trabalho defensivo, o Benfica teve, ainda assim, oportunidades suficientes para ser mais feliz. E mesmo descontando as várias intervenções de grande nível de Samuel Portugal e os cortes providenciais de Fali Candé, lances houve que os dianteiros, Yaremchuk, Darwin e até Rafa, podiam ter colocado a bola nas redes.

O arranque do jogo mostrou um Portimonense bem preparado para manietar o jogo veloz das águias e, nomeadamente as acelerações de Rafa que voltou a começar a partida nas costas de Darwin e Yaremchuk. Os médios algarvios travaram bem as iniciativas dos locais, até com recurso à falta cirúrgica até ao momento que o Benfica acordou as bancadas com o seu primeiro remate e lance de perigo. Estavam decorridos 22" e Yaremchuk viu Samuel negar-lhe o golo que já se adivinhava.

Para trocar as voltas ao Portimonense, Jesus deslocou Rafa mais para o flanco direito e este começou a abrir o livro. Apesar de um remate perigoso de Aylton Boa Morte aos 33", antes e depois, até ao intervalo, sucederam-se ocasiões de golo. Além de Rafa, que teve um lance genial aos 42", ao qual só faltou finalizar fora do alcance de Samuel, também Grimaldo esteve em destaque. O lateral deu largura ao corredor canhoto e também testou os reflexos do guardião do Portimonense, primeiro num livre e depois num lance em que ganhou a bola no ar.

Gil Dias endiabrado

Apagado, Gilberto não voltou dos balneários e entrou para o seu lugar Gil Dias que entrou em jogo a toda a velocidade, dando ainda mais dinâmica ao corredor direito. E foi preciso esperar pouco para se festejar na Luz, aos 49", com Rafa a assistir Yaremchuk para um remate ao poste e a bola a ressaltar em Samuel antes de entrar. Contudo, o VAR trouxe a desilusão e o regresso ao nulo no marcador.

Apesar do bom desempenho dos defesas, o Portimonense já sofria pelo desgaste dos avançados que tinham perdido capacidade de pressão. Paulo Sérgio refrescou por isso o ataque e foi com Aponza e Angulo que voltou a conseguir chegar-se à frente e conquistar o canto que seria decisivo. Quem decidiu na área foi o central Lucas Possignolo, ele que com Willyan e Pedrão defenderam depois com unhas e dentes a vantagem na grande área, dando o corpo às balas em prol do coletivo algarvio.