"A situação é aborrecida, mas nem a considero desagradável de todo"

"A situação é aborrecida, mas nem a considero desagradável de todo"
Hélio Nascimento

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Fernando tem a companhia da mulher e do filho, o que de certo modo atenua a distância que o separa do resto da família, que se encontra no Brasil.

Fernando Medeiros vive a primeira experiência no futebol português e as recordações vão, certamente, perdurar por muito tempo, não pelos resultados desportivos, mas, para já, pelo momento inusitado que fez parar o desporto de quase todo o mundo, em virtude deste preocupante surto pandémico. "A paragem é aborrecida, mas também é necessária, porque se trata de uma questão de saúde que nos atinge a todos. Claro que não é bom estar longe de casa e do resto da família, mas a vida de um jogador profissional tem destas coisas. Estou tranquilo e espero, com todas as forças, que a situação se resolva da melhor forma e o mais rápido possível", salienta o brasileiro, confinado a sua casa, embora na companhia da mulher, Daiane, e do filho, Bernardo, uma criança com apenas dois anos de idade.

Apesar da preocupação, Fernando sempre tem por perto a família mais chegada, o que ajuda a passar o tempo, na tranquilidade do lar, longe do relvado e dos treinos habituais. "A situação é aborrecida, repito, mas nem a considero desagradável de todo, pois tem de ser assim. E, para o Portimonense, sempre dá para alguns jogadores recuperarem totalmente de algumas lesões, ligeiras que fossem", prossegue o médio, de 24 anos, ex-Bahia e reforço desta época, utilizado em 14 jogos. Curiosamente, foi trunfo de Folha na última vitória do clube (2-1), sobre o Famalicão, no já longínquo mês de novembro. E atuou como terceiro central, sendo que o seu habitat natural é no meio campo.

"Foi uma sensação diferente. Passei a ver o jogo todo de frente, mas estou cá para ajudar a equipa a recuperar e subir na tabela, correspondendo aos pedidos dos treinadores. Prefiro atuar na minha posição de origem, que é a médio, mas alinho em qualquer lugar".​

Pontos desperdiçados

"Desperdiçámos muitos pontos. Por norma, conseguimos criar várias jogadas para finalização, mas depois, mesmo em vantagem, acabamos por sofrer e não seguramos os três pontos", diz Fernando, a propósito da escassez e longa seca - 12 jogos - de triunfos dos algarvios. "Acho que o grupo tem qualidade para fazer mais e melhor. Trabalhamos muito".