"Se os jogadores não estiverem preparados para isto, não andam aqui a fazer nada"

"Se os jogadores não estiverem preparados para isto, não andam aqui a fazer nada"

Declarações de César Peixoto, treinador do Paços de Ferreira, após o empate 1-1 na receção ao Arouca, depois de o emblema pacense ter estado a vencer por 1-0.

Análise: "Estávamos a fazer um bom jogo. Fizemos um bom jogo, entrámos muito fortes na primeira parte, dominámos, criámos algumas situações na zona de finalização. Na segunda parte corrigimos algumas coisas, entrámos fortes, criámos algumas situações e fizemos o golo. Tínhamos o jogo praticamente controlado. A equipa baixou um bocado, um pouco fruto da confiança e querer garantir os três pontos, acaba por estar confortável, com o Arouca a jogar um jogo mais direto, nós muito confortáveis. O jogo acaba por ser decidido num detalhe. É um golo fácil de anular, se fizéssemos o que trabalhámos, se saíssemos como teríamos de sair, o golo era facilmente retirado ao Arouca. A partir daí a equipa jogou mais com o coração do que com a cabeça, o Arouca acabou por sair em mais uma transição ou outra e a equipa não teve a capacidade anímica para tentar dar a volta. Tínhamos o jogo controlado e depois um pormenor, um um erro individual põe em causa um trabalho de 90 minutos. Estas coisas têm de deixar de acontecer. Os jogadores têm de ser responsáveis nas funções e nas tarefas que têm dentro do campo, seja os que estão lá dentro, seja os que entram. Quando entrarem têm de entrar para ajudar e com compromisso total com a equipa."

Contestação dos adeptos no final do jogo: "A contestação é perfeitamente normal. Entendo os adeptos. Estamos todos frustrados, direção, jogadores no balneário, adeptos. É natural, ainda não vencemos esta época, percebo-os. Têm estado sempre connosco, hoje estavam mais chateados, porque estávamos a vencer e era um jogo que estava praticamente controlado, é natural que haja contestação. O futebol é mesmo assim. Se eu e os jogadores não estiverem preparados para isto, não andam aqui a fazer nada. É natural, têm razão e agora temos de continuar a trabalhar."