"Quando o presidente do Paços soube que era sobre o Caetano, deixou de me atender"

"Quando o presidente do Paços soube que era sobre o Caetano, deixou de me atender"
Miguel Gouveia Pereira

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Joaquim Evangelista, presidente do Sindicato dos Jogadores, apelou ao esclarecimento da situação do jogador.

O Sindicato dos Jogadores (SJPF) convocou para esta segunda-feira uma conferência de imprensa sobre a situação de Rui Caetano, jogador de 28 anos que garante ter assinado contrato com o Paços de Ferreira, algo que foi negado pelo presidente do clube, Paulo Meneses, em entrevista a O JOGO.

"O Sindicato tudo fez para obter uma posição consensual, mas a verdade é que sempre que tomamos uma posição somos acusados de ter uma agenda política. A única agenda que temos é a defesa dos jogadores e dos clubes e sempre que um associado pedir a nossa intervenção vamos estar presentes. O que se pretende é exigir respeito e dignidade pelo Caetano e pelo seu percurso profissional. Houve uma proposta de trabalho, que foi aceite e a partir daí deu-se este caso. O Paços de Ferreira parece que se quer vitimizar, mas é o responsável por esta situação. Agendámos uma reunião com o presidente do clube, mas paralelamente também agendou com o jogador para tentar resolver o assunto e não quisemos intervir, porque queríamos que fosse o jogador a resolver. Mas nada se resolveu e só queremos repor a verdade. Se o clube não quer resolver de uma forma amigável, temos de recorrer para a vias legais. Atenção, o Paços de Ferreira é um clube exemplar no sentido de cumprimento e pelo qual tenho muito respeito", assinalou Joaquim Evangelista, presidente do SJPF, explicando que, estando ligado ao Paços, Caetano não pode assinar por outro clube:

"Na medida que se comprometeu com o Paços, todas as propostas são impossíveis. O Caetano teve paciência e é com pesar que está aqui, mas impunha-se que o clube também esclarecesse esta questão. Sempre que há um diferendo, procuro contactar o presidente para saber o que se passou. Quando soube que era sobre o Caetano, deixou de me atender e remeteu para o diretor desportivo. O que aconteceu não é digno de um presidente, nem de um diretor desportivo, nunca ninguém tem a culpa e ninguém assume responsabilidade. Por mim, se for para resolver este problema mais rapidamente, o Sindicato até pode sair do processo", acrescentou Evangelista, que revelou ainda que, caso Caetano vença a ação contra o Paços, "vai doar o dinheiro a uma instituição".

"Houve outras propostas para o jogador e estamos a chegar ao final do ano sem que ele tenha a sua vida estabelecida para poder encarar outro desafio profissional. Não compreendo, o Sindicato acima de tudo quer evitar que estes casos sejam um hábito no futebol, não vale tudo", rematou.