"Gosto muito do Paços de Ferreira, mas não quero ficar com a carreira empancada"

"Gosto muito do Paços de Ferreira, mas não quero ficar com a carreira empancada"

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Caetano alegou ter assinado contrato com o Paços de Ferreira, mas a direção dos pacenses nega que tal tenha acontecido. Esta segunda-feira, o jogador falou em conferência de imprensa convocada pelo Sindicato dos Jogadores.

Sobre esta situação?: "Sem dúvida o momento mais difícil da minha carreira, estou sem poder fazer o que mais gosto desde maio. É uma situação difícil, porque fui convidado pelo presidente do Paços de Ferreira e disse prontamente que sim. A partir daí, só dependia do diretor desportivo, Carlos Carneiro, e passei a tratar tudo com ele. Ele disse sempre que estava tudo fechado e houve uma troca de mensagens, onde prometeu que ia ser jogador do Paços de Ferreira.

Fui sempre falando com ele e dizia que era para semana, que estavam à espera que um jogador saísse, ou que ia ser apresentado com outro jogador. O empresário foi falar com o Carlos Carneiro e foi enviada uma minuta do contrato, para depois negociarmos os prémios. Eu não queria ir para o Paços por dinheiro, mas pelo carinho que tinha ao clube. Assinei o contrato e o meu empresário [Moreira de Sá] devolveu ao Carlos Carneiro, que foi adiando... Chegou a uma altura que dissemos que podíamos rasgar o contrato, porque havia outras propostas, mas nunca voltaram atrás."

Agradecer ao Sindicato: "Quero agradecer ao Sindicato por me ter ajudado neste momento difícil. Eu não queria expor publicamente esta situação, só falei porque o presidente também veio a público e não podia estar calado. Queria resolver as coisas a bem, mas, a partir do momento em que isto foi público, tinha de defender a minha imagem. Durante este tempo, o Paços vem dizer que não é anda e é tudo, quando há mensagens que provam o contrário."

Por que não aceitou outras propostas?: "Disseram que estava tudo certo e que começava na semana seguinte, segunda ou terça. Há duas semanas, o presidente disse que estranhamente não sabia de nada, que era responsabilidade do diretor desportivo. Foi aí que comecei a perceber que havia outras questões. Agora o caso está entregue ao Sindicato, não queria expor isto publicamente e não merecia isto."

[Mensagem enviada a Carlos Carneiro a 22 de outubro]: "Mais um dia passou, não atendes as chamadas, nem retribuis as mesmas. Eu não merecia este tratamento, não pedi nada, o presidente é que veio falar comigo. Sempre disseste que para confiar em ti e que estava tudo certo. Desde 22 de maio que penso que vai ser na semana seguinte. Agora estou em casa sem treinar desde maio, só peço que me dês o contrato para rasgar. Não posso nem mereço estar nesta situação. Estou triste e revoltado e só quero que cada um siga o seu caminho."

Quando foi a ultima vez que este reunido com alguém do Paços?: "Foi em outubro, garantiram que ia começar na terça-feira seguinte. Sempre disse que não havia problema em rasgar o contrato. Gosto muito do Paços, mas não quero ficar com a minha carreira empancada. Em momento algum, neste processo, o clube não me disse que não me queria. Dei várias oportunidades ao Paços e não assinei com outro clube com medo que o Paços pudesse registar o contrato."

Sobre o futuro?: "Tenho várias proposta do estrangeiro, mas a minha ambição é ficar perto de casa."