Presidente da ADoP garante tratamento igual nos testes antidoping aos grandes

Presidente da ADoP garante tratamento igual nos testes antidoping aos grandes
Rui Jorge Trombinhas

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Rogério Jóia reagiu a afirmações de Francisco J. Marques no Porto Canal

Francisco J. Marques comentou, na noite de terça-feira, no Porto Canal, os controlos antidoping efetuados a FC Porto, Benfica e Sporting na passada semana e deixou alguns reparos à atuação da Autoridade Antidopagem de Portugal (ADoP). "Mais uma vez o FC Porto tem razões de queixa. A ADoP enviou dois técnicos para o centro de treinos do FC Porto e eles chegaram lá de manhã e saíram depois das 19 horas. Controlaram os 27 jogadores do plantel a urina e a sangue, inclusive os lesionados e um jogador que não estava lá, por se encontrar em repouso e teve de ser chamado. Esta demora deveu-se por duas razões. Primeiro: a burocracia destes controlos é imensa - preencher os formulários de cada jogador demora 15 minutos e isso dá 6h45 para todo o grupo. Depois, só foram dois técnicos, enquanto ao Benfica e ao Sporting foram cinco e só estiveram de manhã", começou por explicar sobre o tema o diretor de comunicação e informação do clube.

Contactado por O JOGO, Rogério Jóia contrariou as declarações de Francisco J. Marques e garantiu igual tratamento nos testes realizados a 26 de abril. "Tal como nos outros clubes, foram quatro técnicos fazer análises ao FC Porto. Dois chegaram ao início da manhã, antes do treino, para para recolher o sangue que deve ser recolhido antes do treino ou duas horas após o termino do treino. Um outro chegou às 11h30, já com o treino a decorrer, e o último chegou às 12h00, no final do treino. Todos os quatro elementos trabalharam na recolha das urinas. Neste meio tempo, já com todas as recolhas de sangue feitas, um dos técnicos saiu, para levar o sangue que precisa de ser tratado até 36 horas depois da recolha, mas ainda voltou ao local. Este procedimento foi igual para todos os clubes, em Lisboa ou Porto, zero diferença entre os grandes", garantiu.

A única diferença, sublinhou o diretor da ADoP, deveu-se ao fim do controlo que, no FC Porto, aconteceu por volta das 19 horas. "Há uma razão: um jogador do FC Porto não tinha densidade na urina e tiveram de fazer-se várias tentativas. Ora a ADoP não tem qualquer responsabilidade por o jogador não ter densidade na urina", lembrou.

Francisco J. Marques levantou ainda uma questão de análises, enviadas para Barcelona, que se terão perdido, algo desmentido categoricamente por Rogério Jóia. "É completamente mentira que tenha desaparecido a caminho de Barcelona."

Sobre a troca de emails entre o médico do FC Porto, Nélson Puga, e o próprio Rogério Jóia, lida em direto pelo diretor de comunicação dos dragões, Jóia preferiu resolver sem prolongar o assunto. "O presidente da ADoP não comenta emails."