Liga quer apertar treinadores sem habilitações necessárias para as competições

Liga quer apertar treinadores sem habilitações necessárias para as competições
António Barroso

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Será votada proposta para acabar com moratória de seis meses dada aos técnicos para concluírem cursos dos níveis exigidos

A Liga de Clubes fará subir à próxima assembleia geral extraordinária, marcada para a próxima quarta-feira, uma proposta de alteração ao Regulamento de Competições que retira a moratória de seis meses aos treinadores que não detenham já os níveis IV (I Liga) e III (II Liga) para o exercício do cargo de técnico principal.

O JOGO apurou que a medida, que será submetida à validação das sociedades desportivas do futebol profissional, surge pela mão da Direção do organismo suscitada pelo Instituto Portuguesa da Juventude e Desporto (IPDJ) e pela Associação Nacional de Treinadores de Futebol (ANTF), passando a vigorar de imediato, caso seja aprovada por unanimidade.

A proposta incide sobre o artigo (2 do Regulamento de Competições, que prevê a habilitação dos treinadores principais das duas competições, que tem a seguinte prerrogativa: "(...) bastará que o treinador principal esteja a frequentar o curso para obtenção do grau exigido, devidamente comprovado por declaração emitida pela FPF e, no máximo, por seis meses".

A mesma reunião magna votará outra alteração, esta relacionada com a pandemia da covid-19, que, sendo aprovada, permite aumentar o limite do número de jogadores sub-23 inscritos no plantel principal, aumentando o leque de opções caso haja indisponibilidades por infeção da doença.

No mesmo dia (tudo a partir das 10h00), a Liga reúne-se em AG ordinária, esta para aprovação do Relatório e Contas de 2019/20 e aplicação do saldo positivo da exploração comercial das competições profissionais. Também vai ser votada a proposta de permuta da sede do organismo por outro prédio urbano para o mesmo fim.

Em ambos os casos, o organismo presidido por Pedro Proença evoca o artigo do Regulamento Geral que permite alterações com a época em curso, desde que "as alterações regulamentares sejam aprovadas por unanimidade, com expressa menção da data ou prazo da respetiva entrada em vigor".

Não havendo unanimidade, em caso de aprovação, a alteração só entra em vigor a partir da próxima temporada.

(Atualizado às 14h17)