I Liga desvaloriza 205 milhões de euros num mês

I Liga desvaloriza 205 milhões de euros num mês
Manuel Casaca

Tópicos

Num mês, muito mudou. Os clubes não têm dinheiro para pagar, alguns cortaram nos salários e outros estão em lay-off. Sem data para o regresso do futebol, alguns emblemas deram férias aos jogadores.

Faz no domingo um mês que a Federação Portuguesa de Futebol e a Liga decidiram suspender todas as competições por tempo indeterminado, situação que ainda se mantém, existindo a dúvida se as provas profissionais terão a sua conclusão, provavelmente à porta fechada.

Além das 10 jornadas na I e na II Liga, falta ainda disputar a final da Taça de Portugal entre o Benfica e o FC Porto, marcada inicialmente para 24 de maio. A pandemia mudou o mundo e parou quase todas as atividades, nomeadamente o futebol, que tem registado quebras acentuadas. O caso da I Liga é um bom exemplo disso, com os plantéis a registarem uma desvalorização de 205,35 milhões de euros em apenas um mês. Isto segundo o transfermarkt, site especialista na avaliação dos passes dos jogadores.

Desde a avaliação de 15 de março e a mais recente, tornada pública na última quarta-feira, o plantel do Benfica foi o que sofreu a maior desvalorização, estando agora avaliado em 269,6 milhões de euros, registando uma descida de 61,9 milhões de euros. Inevitavelmente, o plantel do FC Porto também sofreu uma quebra significativa, descendo 50,87 milhões de euros, estando agora avaliado em 217, 53 milhões. Dos denominados três grandes, o Sporting surge em terceiro lugar dos plantéis que mais desvalorizaram, seguido por Braga e V. Guimarães, mas todos sofreram enormes quebras, como se pode ver no quadro apresentado abaixo.

Com a paragem dos campeonatos, os jogadores ainda começaram a treinar em casa. Contudo, mantendo-se o estado de emergência decretado pelo Presidente da Republica e a incerteza quanto ao regresso das competições, alguns clubes alteraram os seus planos e oito deles (Benfica, Braga, Sporting, Moreirense, Tondela, Marítimo, Portimonense e Aves) já estão de férias - na segunda é a vez do V. Guimarães -, estando previsto que regressem ao trabalho no final do mês. Segundo O JOGO apurou, há outros que também ponderam optar por esta via.

Igualmente sem obrigação de treinar, mas por motivos bem diferentes, estão os jogadores do Belenenses, cuja SAD optou pelo regime de "lay-off". Foi o primeiro a fazê-lo, mas alguns clubes, como o Braga, o Marítimo e o Paços de Ferreira, optaram por cativar percentagens dos salários, prometendo restituir essas verbas quando o futebol voltar à normalidade.

NÃO SAIA DE CASA, LEIA O JOGO NO E-PAPER. CUIDE DE SI, CUIDE DE TODOS