Clubes portugueses foram os que mais gastaram com empresários de jogadores

Clubes portugueses foram os que mais gastaram com empresários de jogadores

Cerca de 70 milhões de euros gastos em custos de intermediação durante 2019

Durante o ano civil de 2019, os clubes portugueses gastaram em comissões a intermediários quase metade do que despenderam na compra a outros clubes dos passes internacionais de jogadores, revela o relatório da FIFA "Intermediaries in International Transfers 2019" (Intermediários nas Transferências Internacionais), hoje tornado público.

Segundo o mesmo relatório, os emblemas lusos, no geral, gastaram cerca de 70 milhões de euros (M€) em intermediação nos 12 meses, um valor que, por comparação, é quase metade do que investiram na aquisição dos passes: 163,5M€. Do valor despendido com intermediários, cerca de 29M€ foram gastos em comissões por compras e cerca de 41M€ nas vendas.

Os números portugueses surgem após um ano (mercado de inverno de 2018/19 e mercado de verão de 2019/20) em que a despesa global dos clubes de todo o mundo em comissões para intermediários - empresários/agentes FIFA - atingiram um novo recorde: 589,83 milhões de euros (653 milhões de dólares), quase mais 20 por cento do que no ano anterior.

Segundo o mesmo relatório, efetuaram-se mais de 17 mil transferências internacionais em 2019, das quais 3.558 (um quinto) envolveram, pelo menos, um intermediário. E 80 por cento de todas as intermediações no mundo do futebol concentraram-se em seis ligas: nas cinco principais (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França) e em Portugal.

Os números da FIFA, sustentados pelo mecanismo de transferências que o organismo gere - o International Transfer Matching System (ITMS) -, revelam, por exemplo, que os clubes portugueses são nonos numa tabela que diz respeito à envolvência de intermediários nas suas compras: 103 casos, que representam 15,9 por cento de transferências para o campeonato português.

Mas são quartos na tabela de envolvência dos agentes FIFA quando são vendedores: 41 casos, representando 13,1 por cento das transferências de clubes portugueses para outros países.

Conforme o documento da FIFA, os emblemas australianos são os que mais intermediação usam (43 por cento de todas as suas transferências), seguidos pelos noruegueses (42%), canadianos (41,9%), dinamarqueses (41,6%) e austríacos (36,8%).