"A entrada do João Mário, muito forte no um para um, foi a que teve maior impacto no clássico"

"A entrada do João Mário, muito forte no um para um, foi a que teve maior impacto no clássico"
Redação

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João Henriques, ex-treinador do V. Guimarães, analisou o clássico entre Benfica e FC Porto (1-1) em resposta a três questões de O JOGO. Confira as respostas.

1 - O empate traduziu a tendência do jogo?

-Acabou por espelhar a eficácia do Benfica porque marcou logo na primeira ocasião que teve. Já o FC Porto somou mais ataques, foi mais rematador, mas sem grande perigo. Até ao golo de Everton, houve equilíbrio, com as equipas muito encaixadas a meio-campo. Depois o FC Porto assumiu uma postura mais ofensiva, enquanto o Benfica passou a apostar um pouco mais na transição. Após o golo do FC Porto, o jogo ficou muito aberto e partido. Qualquer uma das equipas poderia ter feito o segundo golo.

2 - Que treinador acertou melhor nas substituições?

-A entrada do João Mário foi a que teve maior impacto. O Sérgio Conceição apostou num jogador muito forte no um para um e ele acabou por fazer a assistência para o golo de Uribe. Quando o Jorge Jesus avançou para as primeiras substituições, o Benfica ainda estava em vantagem no marcador e o Taarabt e o Gabriel entraram fundamentalmente para refrescar o meio-campo e dar critério no último passe.

3 - A dupla Marega e Taremi demorou a carburar?

-O FC Porto foi assumindo o jogo e tentando criar as situações. Também houve mérito da parte do Benfica pela forma como se distribuiu em campo e fez transitar o seu jogo. Nestes jogos há sempre poucos espaços para os avançados. O Seferovic também sentiu essa exiguidade. Só na parte final do jogo é que os atacantes do Benfica e FC Porto tiveram a oportunidade de aparecer.