Sá Pinto: "Se visse que estavam a apupar os meus jogadores, estava lá na frente"

Sá Pinto: "Se visse que estavam a apupar os meus jogadores, estava lá na frente"

Declarações de Sá Pinto no final do Moreirense-Boavista, partida da 32ª jornada da Liga Bwin

Sobre o jogo: "Foi um resultado muito injusto. Na primeira parte, estivemos bem, fomos agressivos e pressionantes, mas o Boavista acabou por fazer um golo num lance faltoso. Estivemos bem no segundo tempo. A equipa fez tudo o que podia e deu uma boa resposta, mesmo com algumas limitações a nível ofensivo."

Orgulhoso: "Voltámos a ser aquela equipa que tanto me orgulhei. Quando assim é, mesmo sem haver por vezes muito talento ofensivo, conseguimos criar e fazer golos. Acima de tudo, esta equipa vive do coletivo. Quando somos fortes coletivamente, as coisas lá aparecem.Não podemos é, após o grande esforço que fizemos, perder, da forma que foi. É terrível no momento em que estamos, uma vez que já não dependemos de nós para nos salvar diretamente. Temos quase a obrigatoriedade de vencer os dois próximos encontros para ainda acreditar que nos podemos salvar diretamente, mas, pelo menos, ir ao play-off."

Acreditar: "Vamos acreditar até ao final, mas estes detalhes não se podem repetir. Isto tem sido um pouco a nossa época e paga-se muito caro a este nível. Não sei se há falta ou não [no lance do 1-2], mas tínhamos o lance completamente controlado e estávamos por cima."

Dar a cara: "Sou um líder que dá sempre a cara. Se visse que estavam a apupar os meus jogadores [no final do jogo], estava lá na frente. Nunca me escondo. Agora, num primeiro momento houve uma grande tristeza. Os adeptos tinham grandes expectativas sobre esta equipa, mas temos andado a lutar sempre contra muitas coisas e não temos sido tão regulares."

Até ao fim: "Até ao final, ninguém vai desistir e todos vão continuar a acreditar, sabendo que é mais difícil. Senti que o público esteve com a equipa e foi fantástico, mas não lhe conseguimos dar o que merecem. Isto é uma frustração para mim, porque há muita gente que vive o clube como ninguém desesperada e a chorar. Hoje ainda fazemos o luto, mas amanhã [segunda-feira] já é outro dia. Os jogadores vão estar focados e prontos para a guerra."