"Não sei se me posso considerar herói. Esse jogo foi um exemplo de superação"

"Não sei se me posso considerar herói. Esse jogo foi um exemplo de superação"
Redação com Lusa

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Jefferson recorda os dois golos marcados ao Gil Vicente e o regresso do Moreirense às vitórias.

O futebolista Jefferson, protagonista no triunfo sobre o Gil Vicente (2-1), admitiu que o fim de um ciclo de dois meses e sete jogos sem vitórias aportou confiança ao Moreirense na luta pela permanência na Liga Bwin.

"Se dissesse que não [trouxe], estaria a mentir. É aquela confiança com o pé no chão e a consciência de que tivemos uma boa vitória, mas ainda temos muito para fazer. Temos estado a trabalhar esta semana em cima dessa parte emocional, que será um fator muito importante para o próximo jogo", vincou o médio brasileiro, de 28 anos, aos jornalistas, antes de um treino aberto organizado pelo emblema minhoto, em Moreira de Cónegos.

Depois de seis derrotas e um empate, a equipa de Ricardo Sá Pinto venceu em Barcelos com um bis de Jefferson, aos 61 e 75 minutos, apesar de ter ficado com 10 jogadores aos 47, por expulsão de Fábio Pacheco, antes de o gilista Samuel Lino reduzir, aos 88.

"Não sei se me posso considerar um herói. Esse jogo foi um exemplo de superação e acredito que todos foram heróis. É importante marcar golos. Fiquei feliz por ter ajudado a equipa, mas foi uma consequência da minha boa atuação e de ter feito a minha parte em campo", avaliou Jefferson, que se estreou a marcar ao nono jogo pelos vimaranenses.

O Moreirense devolveu o estatuto de lanterna vermelha ao Belenenses uma jornada depois e voltou à 17.º e penúltima posição, com 23 pontos, a três da zona de "salvação" direta, antes da receção ao Tondela, 16.º, com 25, no sábado, às 15:30, no Estádio Comendador Joaquim de Almeida Freitas, em Moreira de Cónegos, para a 30.ª ronda.

"É um confronto direto e estamos a encarar como uma final. Aliás, teremos cinco finais, mas gosto de pensar passo a passo, focar no próximo jogo e ver minuciosamente o que tem de ser feito. Se pensarmos a longo prazo, não nos focamos naquilo que está à nossa frente", advertiu o centrocampista, titular nas últimas sete partidas para o campeonato.

Jefferson chegou ao Moreirense em janeiro, depois de ter rescindindo com os turcos do Gazientep, no qual foi orientado por Ricardo Sá Pinto na segunda metade de 2020/21, tendo construído uma "boa parceria", que gostaria de mais vezes repetida na carreira.

"Quando cheguei, falámos por telefone e disse-lhe que tinha vivido no Gazientep um dos melhores momentos da minha carreira. Fiz boas atuações e ficaria feliz se pudéssemos trabalhar juntos novamente. Sinto-me bem e ele dá-me plena confiança. Acredita no meu trabalho e vice-versa e espero que possamos colher bons frutos do trabalho", desejou.

Com passagens anteriores por Figueirense, Paulínia e Fortaleza, o médio apercebeu-se de um futebol "mais pensado, tático e estratégico" em Portugal, ao contrário de um estilo "mais físico" na Turquia, visando a oitava permanência seguida do Moreirense da I Liga.

"Nos últimos anos, o clube teve boas performances. O facto de estar hoje nesta situação não é por falta de qualidade. São detalhes e circunstâncias dos que nos levaram a entrar nesta situação. Ainda assim, dada a qualidade, a estrutura existente e a forma como o Moreirense se foi organizando, acreditamos que iremos sair desta situação", manifestou.

No duelo com o Tondela, os vimaranenses vão abrir gratuitamente as portas da bancada central do seu estádio a todos os adeptos e associados que se façam acompanhar com um adereço identificativo do clube, estando dispensados de levantar qualquer ingresso.

"Nos últimos encontros, mesmo quando não tivemos boas exibições, eles fizeram toda a diferença, ao apoiarem-nos do início ao fim. Julgo que ao fim do meu segundo jogo disse que poucas vezes tinha visto uma reação daquelas a uma derrota", finalizou Jefferson.