Rui Fontes bate Carlos Pereira e é o novo presidente do Marítimo

Rui Fontes bate Carlos Pereira e é o novo presidente do Marítimo

Rui Fontes venceu eleições do Marítimo

Rui Fontes, candidato da Lista A, é o vencedor das eleições do Marítimo, colocando um ponto final em 24 anos de presidência de Carlos Pereira.

O empresário de 68 anos, antecessor de Carlos Pereira, presidiu ao clube madeirense entre 1988 e 1997.

A lista A recolheu 65 por cento dos votos do ato eleitoral que decorreu este sexta-feira, enquanto a lista B, liderada por Carlos Pereira, ficou pelos 35 por cento.

Na prática, Rui Fontes recolheu 17 629 votos, contra 9 464 somados por Carlos Pereira.

Cerca de 75,5 por cento do universo eleitoral votou, num total de 27 285 votos e 1 891 votantes.

Rui Fontes, de 68 anos, foi eleito para o quadriénio 2021- 2025, após ter ocupado o cargo entre 1988 e 1997, tendo sido sucedido na presidência do clube precisamente por Carlos Pereira, que dirigiu o emblema madeirense nos últimos 24 anos.

Sob a sua alçada, o clube insular atingiu pela primeira vez na sua história as competições europeias, na época 1993/94, tendo sido na altura eliminado pela Antuérpia, na Taça UEFA, e marcou presença pela primeira vez na final de Taça de Portugal em 1995, fase em que foi derrotado pelo Sporting (2-0).

As eleições que decorreram no Estádio do Marítimo contabilizaram uma grande afluência da massa associativa, com cerca de 1.891 votantes, num dia histórico para o clube madeirense, que não tinha duas listas a concorrer aos órgãos sociais há 40 anos.

O presidente eleito apresentou uma candidatura intitulada de "Tá na Hora - Novo Rumo", tornando-se no primeiro opositor de Carlos Pereira em atos eleitorais.

Ao longo da campanha, Rui Fontes deu a conhecer o "projeto ambicioso" que tem como objetivo "colocar o Marítimo entre os seis, sete primeiros clubes nacionais" nos próximos três a quatro anos, tendo anunciado que só irá presidir o clube durante um mandato.

O empresário madeirense, líder da eleita lista A, pretende revolucionar a gestão do emblema madeirense, atribuindo a direção da SAD ao ex-capitão e atual treinador dos lituanos do Panevezys, João Luís, e ao seu adjunto e, igualmente ex-jogador da casa, Luís Olim.

"Descentralização nas decisões, responsabilidade, profissionalismo, inovação e modernização" é o que se propõe a aplicar, recusando a política de gestão de Carlos Pereira, "de um homem só".

Carlos Pereira, líder da lista B, saiu derrotado e foi afastado do cargo que ocupou ao longo de 24 anos.

O também empresário marcou presença por sete vezes em competições europeias - com 30 jogos na Europa -, duas finais da Taça da Liga e uma final da Taça de Portugal, e comprometia-se a realizar o seu último mandato, caso tivesse sido reeleito.