Marítimo reclama seis milhões de euros ao FC Porto

Marítimo reclama seis milhões de euros ao FC Porto
Carolina Rodrigues

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A SAD maritimista interpôs duas ações contra o FC Porto, no Juízo Central Cível do Funchal. Em causa estarão litígios relacionados com as transferências de Pepe e de Kléber.

A SAD do Marítimo interpôs duas ações no Juízo Central Cível do Funchal contra a SAD do FC Porto, na passada terça-feira, exigindo o pagamento de um valor superior a seis milhões de euros.

Os dois processos dizem respeito à transferência de jogadores, sendo que numa das ações, o emblema madeirense exige o pagamento de cinco milhões de euros, enquanto na outra o valor reclamado é de cerca de 1,3 milhões de euros.

Apesar de não terem sido revelados os jogadores em questão, as divergências dirão respeito às transferências do defesa-central internacional português Pepe e do avançado Kléber, que já anteriormente tinham gerado desacordo entre os dois clubes. O primeiro foi em 2004, quando Pepe se transferiu para o conjunto azul e branco a troco de dois milhões de euros. Nessa época, os madeirenses reclamaram um alegado atraso numa das prestações do negócio.

Já no que diz respeito ao avançado brasileiro, está em causa uma indemnização da transferência do atleta para o FC Porto, em 2011. Em fevereiro de 2003, a Comissão Arbitral Paritária da Liga deliberou que os portistas não tinham que ressarcir os madeirenses, porém, apenas nove meses depois, o Tribunal Cível do Porto anulou a decisão e o Marítimo passou a ter nova chance para requerer a compensação financeira. O JOGO tentou um esclarecimento de Carlos Pereira, mas sem sucesso.

Petit e SAD no tribunal

Entretanto, na quinta-feira de manhã, no Tribunal do Trabalho do Funchal, o treinador Petit e a SAD foram ouvidos no processo que os opõe. O ex-técnico maritimista, que orientou a equipa em 2018/19, reclama uma indemnização de 95 mil euros, por entender que tinha mais um ano de contrato com o clube insular. Por outro lado, o Marítimo entende que a ligação contratual entre as duas partes expirou a 30 de junho de 2019.