Ricardo Soares: "É difícil entender como sofro um dos golos com a tecnologia que existe"

Ricardo Soares: "É difícil entender como sofro um dos golos com a tecnologia que existe"

Declarações do treinador Ricardo Soares após o jogo Moreirense-Gil Vicente (2-2), da 12.ª jornada da I Liga Bwin

Sobre o jogo: "Sofremos dois golos e, na minha opinião, é difícil entender como sofro um deles com a tecnologia que existe. De qualquer forma, é bom realçar que tivemos uma semana difícil com a eliminação da Taça de Portugal. Os jogadores trabalharam muito e fizeram um jogo de muita personalidade. Fomos ligeiramente superiores na primeira parte, mas sofremos logo a abrir a segunda parte e tivemos de ir atrás do resultado por uma situação que não compreendi. Conseguimos ter a personalidade que toda a gente viu, sem fugir do nosso ADN e do nosso processo."

É futebol: "Passámos para a frente e tínhamos o jogo completamente controlado, mas, às vezes, o futebol tem destas coisas. É uma injustiça tremenda quando sofremos o golo no último lance, sem retirar mérito ao Steven Vitória, cujo golo só está ao alcance dos que têm aquela valência na bola parada. Não estou satisfeito, sobretudo pelos meus jogadores."

O adversário: "Jogámos contra uma equipa organizada e com qualidade, que podia estar numa posição diferente. Há uma coisa clara: se a relva for boa e houver condições para se praticar um jogo de qualidade, tudo se torna mais fácil, seja o estádio de maior ou menor dimensão. Temos o nosso processo de jogo vincado e acreditámos que é desta forma que vamos ganhar mais vezes. Historicamente, é difícil jogar cá. Mais uma vez, fizemos dois golos fora e devemos enaltecê-los. Sofremos dois, mas foram atípicos. Continuámos com excelente organização e não me lembro de o Moreirense rematar à baliza com perigo."

Orgulho e permanência: "É um orgulho muito grande treinar estes rapazes, porque dedicam-se ao máximo e querem sempre superar-se. Temos muito para crescer neste tipo de jogo, em que procuramos mais qualidade e mais posse de bola. Certamente, isso acontecerá. O objetivo do Gil Vicente é só a manutenção. Sabemos que vamos ter altos e baixos e já tenho experiência mais do que suficiente no futebol para perceber esses momentos. Temos de ter equilíbrio quando as coisas correrem menos bem, manter a serenidade e acreditar nos jogadores. Há muito para palmilhar, mas esperamos ser felizes no fim".