Avançado rescinde com Gil Vicente para ser operado a joelho por conta própria

Miullen, ex-avançado do Gil Vicente

 foto LUSA

Médico da seguradora do clube deu alta a Miullen, após cinco meses de fisioterapia, mas as dores prevaleciam. Sem hipótese de realizar cirurgia comparticipada, pediu a desvinculação

Chegado a Barcelos há dois anos, a experiência de Miullen não correu de feição e, inclusive, terminou abruptamente, por questão médica. O avançado, sem minutos esta época, optou por rescindir por "mútuo acordo" para ser submetido a cirurgia ao joelho.

Em dezembro de 2020, o brasileiro, segundo relata publicamente na rede social Instagram, lesionou-se no ligamento de um joelho, não foi então operado pois "os médicos" do Gil Vicente "optaram pelo tratamento sem cirurgia" e, após "três meses" de fisioterapia, voltou a jogar pelos gilistas "com dores".

Terminada a época 2020/21, e cumprido o período de férias no Brasil, "onde fui a alguns médicos para ter outras opiniões", tendo "todos" aconselhado a realização de uma cirurgia para debelar o problema físico, Miullen voltou a Barcelos e o joelho "inchou no primeiro treino" de pré-época.

Assim, o Gil Vicente "acionou o seguro para que fosse feita a cirurgia, já que o joelho não ficara bom após todo esse tempo" - mais de cinco meses -, o que originou uma discórdia entre o clube de Barcelos e a seguradora quanto à necessidade de operação.

O "médico Doutor Carlos Sousa", afeto à companhia de seguros, ordenou (e "insistiu") que o avançado "fizesse mais dois meses de fisioterapia", a acrescentar aos três já feitos. Passado esse tempo, Miullen foi novamente avaliado e o clínico considerou o atleta "apto".

"A resposta dele foi que eu estava apto e que o joelho, mesmo com dores, estava recuperado", refere o avançado brasileiro, denotando que o fisioterapeuta do Gil Vicente "alegou que o joelho continuava inchando mas o médico disse que daria alta".

Discordante, o emblema de Barcelos, segundo Miullen, "tentou rebater a decisão do médico, mas não houve resposta da companhia", pelo que o brasileiro, ainda lesionado, optou por rescindir o contrato rubricado em 2020 para ser operado às suas custas.

"Resolvi pedir ao clube que me libertasse para fazer a cirurgia por conta própria, mas não permitiram. A minha única opção foi pedir a rescisão em comum acordo e aceitar todas as condições que o clube impôs. Era a única maneira de conseguir fazer a cirurgia", referiu o atleta, em situação livre desde a última quarta-feira (13 de janeiro).