No Famalicão a fórmula Toni-Anderson dá sempre bom resultado

No Famalicão a fórmula Toni-Anderson dá sempre bom resultado

Vasco Seabra orientou o "Fama" em 2017/18, trabalhou com Anderson e diz que a "irreverência" do brasileiro é boa para explorar o cansaço do adversário. Já Toni "tem mais perceção tática"

O Famalicão perdeu dois dos 12 jogos realizados nesta temporada, um para a Taça da Liga e outro no campeonato. Em ambas as partidas, há um denominador comum: Anderson, o melhor marcador dos minhotos, com sete golos (seis para a liga), todos na condição de suplente utilizado, foi titular nesses encontros e Toni Martínez suplente. Nos restantes, a fórmula inverteu-se e o "Fama" não derrapou. O caso mais recente foi o empate (2-2), em Braga, que contou com um golo de Toni Martínez e outro de Anderson. Aliás, esta foi a terceira vez que os dois pontas de lança faturaram na mesma partida, repetindo o feito alcançado diante de Santa Clara e Gil Vicente.

Vasco Seabra, treinador que orientou o "Vila Nova" durante parte da época 2017/18, e que trabalhou com Anderson, explicou a chave do sucesso. "O Toni acaba por conseguir cumprir melhor no que toca ao entendimento tático do jogo. O Anderson é muito irreverente e consegue fazer mais a diferença nos momentos finais, quando o encontro está mais caótico", analisou.

A capacidade de explosão do brasileiro não resultou no Dragão (derrota por 3-0). "Primeiro, importa dizer que esse era um jogo que não seria fácil para os dois. Talvez o João Pedro Sousa tenha pensado no Anderson para procurar o espaço nas costas da defesa, mas ele é mais mortífero assim que o adversário está mais desgastado. Quando o FC Porto quebrou, o Anderson também já estava fatigado", completou.

Além do mais, o atual treinador do Mafra, da II Liga, considera que Anderson está, ainda, num processo de maturação. "Trata-se de um jogador que tem uma vontade muito grande de treinar, mas o entendimento do jogo está ainda numa fase de maturação. Tem vindo a demonstrar créditos na finalização, mas julgo que estará mais sustentado dentro de um ou dois anos", referiu Vasco Seabra.

Noutro contexto, já se encontram à venda os bilhetes para a receção ao Moreirense (sábado, 20h30). Os ingressos custam seis euros para sócios, com venda exclusiva para associados até hoje, e dez euros para o público.