Sá Pinto: a comparação com Jesus e a certeza do quarto lugar

Sá Pinto: a comparação com Jesus e a certeza do quarto lugar
Pedro Marques Costa

Tópicos

Na antevisão do jogo desta segunda-feira com o Marítimo, Sá Pinto recordou que este é o melhor arranque da história do Braga na Liga Europa.

Regresso ao campeonato
"Tem faltado os pontos que merecemos, porque temos mostrado qualidade de jogo, superioridade, controlo sobre os adversários. Temos criado muitas oportunidades e isso não se tem traduzido nos resultados e concretizado em pontos. Se houvesse justiça estaríamos numa posição mais acima. Precisamos de fazer pontos, concretizar as oportunidades, que foram muitas, até no último jogo com o Setúbal, e assim ganhar jogos. E não ter tanta infelicidade como temos tido."

Vitória com Wolves
"Só temos menos um ponto do que o arranque do Jorge Jesus [época de 2008/09, no segundo pior arranque de campeonato desde que António Salvador é presidente do Braga], que ganhou a Intertoto, mas que só tinha jogado com um grande e perdido em casa. Na Liga Europa, é preciso lembrar, esta é a melhor equipa de sempre do Braga no arranque da competição. De sempre e em quase cem anos de história! Se não estamos na classificação que merecíamos no campeonato, por outro somos a melhor equipa de sempre na Europa. Estou muito orgulhoso disso. Queremos subir na classificação, estabilizar para atingir o objetivo. Não estou preocupado porque o objetivo na Liga não se conquista à sexta ou à vigésima jornada, mas em maio. O objetivo é claro e tenho a certeza de que vamos lá chegar. Provavelmente não vamos ter a regularidade que queríamos na primeira volta, devido a este ciclo de jogos, mas não nos assusta. O objetivo é o quarto lugar e vamos conseguir. Se pudermos ir mais à frente logo se verá."

Discurso sobre uma primeira volta exigente
"É um sinal de quem tem muitos anos disto, de experiência no futebol. Permite-me falar assim porque passei isso também como treinador. Quando cheguei ao Braga já tinha um trajeto que me permite dizer isto. Nem sempre é possível podemos estar ao mesmo nível, físicos e emocionais, porque há uma grande exigência. Não acredito que mudando 11 jogadores de cada vez vai dar resultado. Fiz isso com o Gil Vicente porque tínhamos uma finalíssima com o Spartak. É mais fácil entrarem dois ou três jogadores do que 11 jogadores de uma vez, devido às dinâmicas e ao entrosamento. Este campeonato é muito competitivo, difícil, mas temos confiança na nossa qualidade e no processo."