"Queria jogar e isso não acontecia no Barcelona, o Braga foi a melhor opção"

"Queria jogar e isso não acontecia no Barcelona, o Braga foi a melhor opção"
Pedro Rocha

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ENTREVISTA (Parte 2) - Em entrevista a O JOGO, Abel Ruiz fala sobre a saída de Camp Nou e elogia a capacidade de formação do Braga.

Teve mais impacto a estreia pelo Braga na Escócia ou o seu primeiro (e único) jogo pela equipa principal do Barcelona, diante do Getafe, na época passada?

-Tenho vários jogos especiais na memória, mas esses dois jamais esquecerei. Um dos dias mais felizes da minha vida também foi quando a Seleção de Espanha de Sub-17 se apurou para o Mundial, com uma vitória sobre a França. Foi incrível.

Após a estreia pelo Braga, apenas somou 29 minutos como suplente utilizado, no reencontro com o Rangers e frente ao Marítimo. É difícil encaixar no ataque?

-Cheguei a meio da temporada e nunca é fácil entrar nesse contexto. A equipa foi montada de início de uma forma e, por isso, foi complicado. Vou continuar a trilhar o meu caminho, crescendo aos poucos e adaptando-me da melhor forma possível ao clube, à equipa e à cidade. Está a correr bem. Fui muito bem recebido e não tenho pressa. Acredito que serei feliz, a jogar futebol. Isso é o mais importante.

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A troca de Ernesto Valverde, que foi o treinador que o lançou na equipa principal, por Quique Setién no comando do Barcelona precipitou a sua saída do clube?

-Aconteceu de facto essa troca antes da minha saída, mas não foi determinante. Não teve qualquer relação com a minha decisão. Eu queria era jogar e isso não estava a acontecer no Barcelona, pelo que decidi sair em janeiro muito antes dessa troca. Só precisei de algum tempo para escolher a melhor opção, que foi o Braga.

O diretor executivo Hugo Vieira comentou recentemente que o Braga é o segundo melhor clube português na formação. Teve essa perceção?

-Apercebi-me que são chamados aos treinos vários jogadores da equipa B. É frequente. Surpreenderam-me: são jogadores muito bem preparados e podem jogar pela primeira equipa a qualquer momento. Estão já num nível muito elevado. É um claro sinal de que a "cantera" do Braga é, de facto, muito boa; a esse nível, o clube está seguramente entre os melhores.

Continuará a ser uma opção para as alas ou sente-se melhor como ponta de lança?

-Desde muito jovem que sempre fui ponta de lança. Nos últimos dois anos, passei a jogar mais vezes pela esquerda ou como segundo avançado. Adaptei-me bem. Os extremos do Braga são muito ofensivos e, por isso, não sinto dificuldades em jogar sobre as bandas.