Pli não avança para as eleições no Braga e explica os motivos

Pli não avança para as eleições no Braga e explica os motivos

Candidato derrotado em 2017 enumerou "razões socioeconómicas e estatutárias".

António Pedro Peixoto, mais conhecido por Pli, anunciou esta quarta-feira que não irá avançar com uma candidatura nas eleições do Braga, agendadas para o dia 21 de maio. O candidato derrotado em 2017 invocou "razões socioeconómicas e estatutárias".

Numa nota publicada na sua página do Facebook, António Pedro Peixoto frisou, contudo, que o seu "objetivo de vida é, e continuará a ser, chegar a presidente" do Braga.

"Os motivos da minha não candidatura assentam em razões socioeconómicas e estatutárias. Infelizmente, não podemos retirar o futebol do contexto socioeconómico que estamos a viver, em virtude da pandemia, o que leva a que muitas prioridades tenham sido alteradas a todos os níveis. Por um lado, o nosso maior património esteve afastado dos estádios. Por outro, parceiros financeiros que tinha como essenciais para abraçar este projeto não têm a disponibilidade que entendo ser necessária", escreveu.

Além disso, o antigo guarda-redes de futsal dos arsenalistas explicou que, ao contrário de 2017, não conseguiu "que algum membro do Conselho Geral se disponibilizasse a integrar" a sua lista.

"Muitos podem não saber, mas qualquer candidato a presidente do Sporting de Braga tem, obrigatoriamente, de indicar os seus presidentes da Assembleia Geral, Conselho Fiscal e Conselho Geral" e "se, nos dois primeiros órgãos, pode ser proposto qualquer associado que tenha os anos necessários de sócio, o do Conselho Geral tem de ser membro nato desse mesmo conselho", explicou.

O Conselho Geral é composto por sócios beneméritos e ex-presidentes do clube e "se nenhum desses membros quiser ou puder integrar a lista de um possível candidato, esse candidato ficará automaticamente impedido de concorrer a presidente do Braga", detalhou.

António Pedro Peixoto, que em 2017 obteve 32,5 por cento dos votos, contra 66,3 por cento de António Salvador, pretende a "alteração deste artigo estatuário que impede que um qualquer sócio, que não consiga trazer para a sua lista um membro do Conselho Geral, não se possa candidatar e ser opção para liderar" o clube.