A política do Braga no mercado: Claudemir para inverter tendência

A política do Braga no mercado: Claudemir para inverter tendência
Pedro Marques Costa

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A aposta falhada nas contratações internacionais ao longo dos últimos anos levou a uma inversão na política da SAD, que fez chegar esta época seis jogadores vindos de outros clubes portugueses.

Ao longo das últimas quatro épocas, o Braga contratou 20 jogadores no estrangeiro para a sua equipa principal, por uma verba superior a dez milhões de euros, ainda que a taxa de sucesso, no que diz respeito ao rendimento meramente desportivo, tenha sido bastante reduzida. Dessas duas dezenas de jogadores que se estrearam a jogar em Portugal ao serviço do Braga, apenas um, até ao momento, se revelou um verdadeiro sucesso: Bruno Viana. O defesa-central chegou emprestado pelo Olympiacos no início da última época, mas as boas exibições acabaram por justificar, já este ano, o maior investimento da história da SAD na contratação de um jogador (três milhões de euros). De resto, mais nenhum destes 20 jogadores se conseguiu afirmar de uma forma consistente na equipa arsenalista, apesar de os sérvios Stojiljkovic e Rosic terem somado muitos minutos de competição. No entanto, o avançado vai para o segundo ano consecutivo de empréstimo, enquanto o central tem vindo a perder espaço. Por exemplo, só na última época a SAD gastou cerca de 2,4 milhões de euros em quatro jogadores (Lukic, Erick, Muric e Ryller) que realizaram, todos juntos, seis jogos pela equipa principal. Aliás, apenas o médio brasileiro se mantém no plantel às ordens de Abel Ferreira, uma vez que Lukic e Erick já foram cedidos a outros clubes e Muric se encontra na equipa B.

As apostas falhados dos últimos anos no mercado internacional, em contraponto com o sucesso da maior parte das operações efetuadas em Portugal (Dyego Sousa, Esgaio, Paulinho, Fransérgio, Raúl Silva, Ricardo Ferreira...), levaram a uma inversão da política de contratações para esta época. Nesse sentido, apenas Claudemir chegou diretamente de um clube estrangeiro, e em condições especiais (jogador experiente que veio a custo zero), ao contrário de Pablo, Ailton, Palhinha, João Novais, Eduardo e Murilo, que foram contratados depois de terem passado a última época a jogar em Portugal.