"FC Porto? Senti que o sonho que tinha desde pequeno estava a tornar-se possível"

"FC Porto? Senti que o sonho que tinha desde pequeno estava a tornar-se possível"
Pedro Marques Costa

Tópicos

João Novais, médio do Braga, passou pelo FC Porto, um clube onde se desenvolveu como "jogador e como pessoa".

O festejo do golo contra o pai: "Foi um momento especial. Fiz três golos no Estádio do Bessa contra o meu pai pelo Leixões, ele era treinador do Boavista. Ficou 4-4, marquei o quarto golo do Leixões no último minuto e, na emoção do momento, tirei a camisola e festejei como se tivesse ganho o campeonato. Ele na altura ficou chateado e disse: "tiras a camisola a festejar um golo contra mim!?". Eu respondi-lhe que apesar de sermos pai e filho, estamos a defender as nossas cores e que temos de ser profissionais. Pronto, confesso que se calhar festejei de mais, mas depois ficou tudo bem entre nós os dois (risos)".

Quem bate melhor livres na família: "Ele ainda tem mais golos do que eu de livre neste momento, mas espero alcançá-lo. Já lhe perguntaram quem bate melhor, ele responde que bate mais em jeito e eu mais em força. Ele era um exímio batedor de bolas paradas e eu tento seguir as pisadas dele. Espero ainda evoluir mais nesse aspeto".

Do Coimbrões ao FC Porto: "Foi fantástico receber aquela notícia. Quando recebi o convite do FC Porto, senti que o sonho que tinha desde pequeno estava a tornar-se possível. Foi algo que me marcou muito, desenvolvi-me muito no FC Porto como jogador e como pessoa. Estudava com os meus colegas de equipa numa escola, isso fez-me crescer muito a nível pessoal".

O primeiro jogo nos seniores do Leixões: "Quando estava no meu último ano de júnior, fiz o último jogo do campeonato da equipa sénior no Restelo, foi a minha estreia. Apesar de termos perdido 1-0, foi dos momentos mais marcantes da minha carreira. Os meus colegas incentivaram-me muito. Lembro-me que o Paulinho e o Pedro Santos, que jogaram no Braga, deram-me muitas palavras de motivação para que tudo corresse bem".

O primeiro contrato e o gosto de mimar a sua família: "O meu primeiro contrato era de 60 euros por mês. Eu poupava muito dinheiro, os meus pais aconselharam-me a isso. Na altura do Natal, com esse dinheiro dava prendas aos meus pais e à minha família, adoro oferecer presentes a quem mais gosto".