"Esta equipa é a mesma que sofreu seis golos no Estádio da Luz", lembra Abel

"Esta equipa é a mesma que sofreu seis golos no Estádio da Luz", lembra Abel

Treinador do Braga refere que a sua equipa é "muito versátil" e diz que o Chaves obrigou os arsenalistas a "ajustar as velas em função do vento".

Análise da reviravolta frente ao Chaves: "O segredo? Ajustar as velas em função do vento. A identidade desta equipa é ajustarmo-nos em função do que o adversário vai fazendo. Sabíamos que ia ser extremamente difícil, o Chaves joga bem, mas estávamos preparados para esta linha de cinco do nosso adversário. Tivemos que ajustar as velas, o Chaves foi uma equipa que veio aqui para não perder, a jogar no nosso erro. Tivemos paciência na primeira parte, no último terço nem sempre. Ao primeiro ou segundo minuto de jogo temos uma bola no poste. O adversário foi acreditando, e fez um golo".

Alma de guerreiro: "Nós temos realmente alma de guerreiro, prevemos todos os cenários, o jogo só acaba quando o árbitro apita. Fomos por fora, por dentro, com cruzamentos, situações de dois para um, a prevenir a transição ofensiva do adversário. Venceu a equipa mais audaz, a melhor equipa, com alma de guerreiro. Ficou evidente a nossa força tática, técnica, física e mental".

Versatilidade do Braga: "Nós treinadores, fazemos o jogo mental. O que passa na minha cabeça várias vezes são vários cenários. O Chaves marcou ao Portimonense, marcou ao Marítimo e seguramente também poderia fazer golo contra o Braga. Eu falo no lado mental por isso. Percebemos que quem está de fora quer o golo para ontem, mas nós temos de ter calma, porque estes jogadores sabem o que fazer dentro de campo. Podemos falhar passes, golos, podemos sofrer, mas não podemos perder a identidade. Não somos sempre iguais, somos uma equipa muito versátil. Sabíamos que o Chaves é uma das equipas que mais jogo vertical faz. Com a entrada do Palhinha tentámos fechar. O grande desafio que temos é sermos melhores a cada dia, a cada treino e a cada jogo".

Pressão e menor distância para a liderança: "[Pressão] É a mesma do primeiro jogo. A melhor pressão que pode existir é a pressão positiva, de jogar para ganhar. Já joguei para não perder, para não descer, para formar jogadores e, como jogador, já joguei para ser campeão e também par não descer. Temos de ser conscientes do que temos de fazer. Agora há que descansar para o próximo jogo. Esta equipa vai trabalhar e em maio vamos ter aquilo que merecemos. Esta equipa é a mesma que sofreu seis golos no Estádio da Luz. Aprendemos com as vitórias, com as derrotas e com os empates".