David Carmo: a aventura em casa com Trincão e Abel Ruiz e os bolos de Palhinha

David Carmo: a aventura em casa com Trincão e Abel Ruiz e os bolos de Palhinha
Pedro Marques Costa

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Os três jogadores decidiram passar a viver juntos nesta fase de combate à Covid-19. Não faltam histórias...

No dia em que o Braga comunicou aos jogadores que teriam de ficar em casa, David Carmo, Trincão e Abel Ruiz tomaram a decisão de ir viver juntos durante este período de retiro domiciliário. "Concordámos que era a melhor forma de passarmos o tempo. Eu e o Abel [Ruiz] vivíamos sozinhos e estando os três juntos tudo fica mais fácil", começou por contar o defesa-central, durante uma videoconferência com os jornalistas.

Escolheram a casa de Abel Ruiz para viver, até como forma de ajudar o avançado espanhol, contratado ao Barcelona em janeiro, a "integrar-se mais rapidamente" numa nova realidade. "Para além disso, somos os três mais novos da equipa, temos apenas um ano de diferença entre nós. Sempre me dei muito bem com o Trincão e a nossa relação com o Abel até começou com atividades fora do futebol; começámos a almoçar juntos, por exemplo. É nosso dever fazê-lo sentir-se bem e ter um bom início no clube", prosseguiu.

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Mas, afinal, como é a rotina diária dos três? "Acordamos cedo, tomamos o pequeno-almoço, cumprimos o plano de treinos que nos é dado e depois almoçamos. A partir daí temos de apelar à criatividade - apesar de não fazermos bolos como o Palhinha. Comprámos uma tabela de basquetebol e duas balizas, temos a PlayStation, o Netflix, muita coisa", revelou. E é aqui que a coisa anima. Trincão, diz David Carmo, "é o mais responsável", ainda que ninguém se atreva a cozinhar lá por casa. "Nesse aspeto, o Braga ajuda-nos muito. Servem-nos as refeições todos os dias".

No entanto, faltava saber o mais importante: o central tem 1m96, mas Trincão e Abel Ruiz têm mais habilidade com a bola nos pés. Sendo assim, quem sai a ganhar dos jogos de basquetebol e futebol lá por casa? "Bem, no futebol não me atrevo a fazer um contra um com eles, mas também não os deixo passar por mim. Isso nem na brincadeira! Depois vingo-me no basquetebol, aproveito a situação de ser mais alto e de já ter jogado para lhes ganhar", contou, em jeito descontraído.

Recentemente, Trincão assumiu que gostaria de ser "rapper", num gosto partilhado por David Carmo. "A música é algo que nos une, gostamos do mesmo estilo. Estamos sempre a ouvir hip-hop, até o dono da casa [Abel Ruiz] meter reggaeton", prosseguiu.

O central conta que todos sentem falta do "treino, do balneário e, sobretudo, dos jogos", mas recorda que agora o jogo é outro: a luta contra a Covid-19. "Estamos todos preocupados, como é óbvio. Tentamos encarar isto como mais um desafio e todos juntos vamos ganhá-lo de certeza", rematou.