Braga visa DGS devido às bancadas sem público: "Veja-se o exemplo de Inglaterra"

Braga visa DGS devido às bancadas sem público: "Veja-se o exemplo de Inglaterra"
Redação

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O Braga diz que não é compreensível que um estádio com 30 mil lugares, como é o caso da 'Pedreira', não possa ter 10% da lotação total com espectadores.

Na newsletter desta terça-feira, o Braga critica a Direção-Geral da Saúde por não permitir que o público possa assistir a jogos de futebol nas bancadas. Os arsenalistas dão mesmo o exemplo do jogo da Liga Europa com o AEK, onde foram dadas "inequívocas garantias de distanciamento social".

"Continua a ser incompreensível que, num recinto com capacidade para 30 mil pessoas, não seja permitida a lotação de 10% dos espectadores", referem os bracarenses, que lembram o caso de Inglaterra, onde esta semana as bancadas vão voltar a receber alguns adeptos.

Leia a mensagem do Braga:

"(...) Num outro âmbito, não podemos deixar de nos unir a todas as vozes de indignação que se insurgem face à ausência de adeptos nos estádios portugueses. Todos temos o dever de respeitar as medidas de contingência definidas pela DGS e pelo Governo, mas continua a ser incompreensível que, num recinto com capacidade para 30 mil pessoas (como é o caso do Municipal de Braga), não seja permitida uma lotação de 10 por cento de espectadores.

Parece-nos evidente que 3 mil pessoas num espaço destinado a 30 mil dará totais e inequívocas garantias de distanciamento social, algo amplamente demonstrado, por exemplo, no encontro desta época com o AEK Atenas. Aliás, Braga em particular e Portugal no geral já provaram, ao longo desta pandemia, que estão mais do que capacitados para reabrirem as portas dos estádios!

Veja-se o bom exemplo de Inglaterra, que a partir desta semana permitirá a entrada de até 4 mil pessoas nos estádios localizados em zonas e menor impacto da Covid-19. Em Portugal não poderíamos fazer o mesmo? Será que a DGS entende que os clubes da 1.ª Liga - os mesmos que têm sido exemplares a lidar diariamente com o vírus e que representam um contributo fiscal conjunto que ultrapassa os 200 milhões de euros anuais (!) - não têm capacidade organizava ou responsabilidade social para estruturarem o futebol português em tempos de pandemia com a presença de adeptos?

Estamos solidários e perfeitamente conscientes dos tempos difíceis que vivemos enquanto sociedade, mas não podemos deixar que continuem a separar-nos do nosso coração, da nossa alma: os nossos adeptos. Estão a matar o futebol e isso... nunca iremos permitir! (...)"