Matheus explica ausência do jogo da Dinamarca: "Situação difícil para um pai"

Matheus é um dos jogadores mais acarinhados pelos adeptos

 foto Paulo Jorge Magalhães

Matheus, guarda-redes d Braga, falou esta quinta-feira aos jornalistas e explicou os motivos que o levaram a falhar o jogo da Liga Europa com o Midtjylland, há uma semana.

Calendário: "Sabemos que vamos ter um ciclo muito difícil, mas temos de pensar jogo a jogo. É um plantel que já está bem entrosado e há que pensar no dia a dia: não adianta pensar no último jogo, se ainda não fizemos o primeiro. Há que pensar jogo a jogo e conquistar as coisas aos poucos."

Falhou jogo na Dinamarca por motivos pessoais: "Graças a Deus, está melhor. O meu filho, o mais novo, Bernard, de um mesito, teve uma bronquiolite, ficou internado. É uma situação difícil um pai ver ali um bebezinho de um mês com o oxigénio baixo. Então, optei por ficar, pedi permissão ao mister. Graças a Deus, já está em casa, já está bem, estamos todos juntos."

Voltou mais forte, com o Vizela: "Sim, foi uma motivação extra. Os meus pais também vieram do Brasil para nos ajudar, os meus sogros estão aqui, também, e há a família do balneário, que esteve sempre comigo, mesmo lá na Dinamarca, todos a mandar mensagens, a dar força, a lembrar que estamos sempre juntos. Então, isso é uma família. Isso é o Braga."

Quarto lugar: "Diante do Vizela, fizemos um bom jogo, conseguimos voltar ao quarto lugar e queremos continuar a fazer bons jogos e a somar pontos."

Estoril a um ponto, o que se pode esperar: "Pode-se esperar um bom jogo, um Braga aguerrido, mostrando sempre a sua identidade, em busca dos três pontos."

Reagiram bem aos 6-1 na Luz: "Sim, creio que sim. Não foi fácil, mas o grupo é uma família e todos deram a mão, todos se juntaram, todos passaram mensagens positivas para darmos a volta."

Covid-19: "Não é fácil e não é só para nós; é para o país inteiro. É uma situação complicada. Parecia que estava tudo bem e, do nada, veio tudo à tona, de novo, mas há que continuar com os cuidados, usando as máscaras, tendo o máximo cuidado, para que possamos voltar o mais rapidamente à normalidade"