Sparagna: "Não gosto que passem por cima de mim"

Sparagna: "Não gosto que passem por cima de mim"
Ana Luísa Magalhães

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Depois de três jogos sem ser opção, Sparagna saltou para a titularidade no triunfo frente ao Aves e não voltou a sair do onze, somando quatro partidas.

Começou sem ser opção, mas agarrou a titularidade à quarta jornada e parece estar de pedra e cal no onze: Stéphane Sparagna ultrapassou a barreira da adaptação com a ajuda de um grupo pelo qual faz tudo. "É a minha primeira experiência no estrangeiro, é sempre complicado, mas adapto-me rápido e tive a sorte de encontrar uma boa equipa, com boas pessoas", afirmou o central francês, numa entrevista divulgada pelo Boavista. "A cultura é diferente da francesa e até o futebol é distinto. Aqui é mais duro, mais malicioso, mas eu tinha vontade de conhecer algo mais do que o campeonato francês", explicou Sparagna, 22 anos, que veio do Marselha, onde não se sentiu valorizado: "Em França nunca tive ninguém que acreditasse verdadeiramente em mim, só o Marcelo Bielsa na primeira época. Com o Boavista, desde logo senti que me queriam para jogar."

Sparagna assumiu-se como uma pessoa "disponível e bem-disposta", mas há atitudes que, em campo, não tolera. "Não gosto que passem por cima de mim ou da equipa. Vejo a equipa como uma família e quando tocam em alguém é como se tocassem em mim também. Gosto que me respeitem e quando isso não acontece respondo na mesma moeda", vincou.