Boavista faz contas aos minutos em inferioridade e aos penáltis: "Estamos fartos!"

Boavista faz contas aos minutos em inferioridade e aos penáltis: "Estamos fartos!"
Cristina Aguiar

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Vítor Murta, presidente do Boavista, reitera a sua preocupação com a série de expulsões e penáltis "a maioria sem justificação", visando a arbitragem com o Rio Ave

O Boavista voltou a terminar um jogo em inferioridade numérica, desta vez, com a expulsão de Hamache, aos 56 minutos, frente ao Rio Ave. A decisão do árbitro André Narciso gerou forte contestação, expressa pelo presidente Vítor Murta, no final do jogo, que reiterou a O JOGO a sua opinião de que o "Boavista voltou a ser fortemente prejudicado pelas decisões da equipa de arbitragem, e não foi a primeira, nem a segunda, nem sequer a terceira vez que isto aconteceu esta época."

Vítor Murta manifestara-se "muito preocupado" com tais incidências que têm afetado a equipa e avisa: "Não sei qual é o objetivo disto, mas sei que não pode continuar. Já chega, estamos fartos!" O Boavista teve de jogar um total de 245 minutos com menos jogadores por força de expulsões, sofrendo ainda penáltis, "a maior parte sem qualquer justificação", sublinha Vítor Murta, que diz que "isto não pode ser obra do acaso. Aliás, só por uma vez os nossos adversários tiveram um jogador expulso no campeonato, num jogo que até já estava praticamente decidido, e, mesmo assim, foi preciso recorrer ao VAR e lesionar o Nuno Santos, que ficou de fora da competição durante um mês. Simplesmente ridículo", acrescentou, referindo-se ao jogo com o Famalicão, arbitrado também por André Narciso, que ordenou a expulsão do médio Ugarte por entrada dura sobre o médio do Boavista.

Para o presidente do clube do Bessa, "neste jogo com o Rio Ave ficou bem vincada a dualidade de critérios" em relação à sua equipa e especifica: "Na primeira parte, o Paulinho é afastado com o braço, dentro da área, e nada foi assinalado; na segunda parte, bastou um jogador adversário cair na nossa área, desequilibrado, muito provavelmente, por uma rajada de vento mais forte, para se marcar uma grande penalidade, acrescida de expulsão, mais uma. O que estava o VAR a fazer? E isto para falar apenas de dois lances capitais na partida, porque a forma como o árbitro conduziu o jogo foi sempre tendenciosa." Apesar das contrariedades que apontou, Vítor Murta viu a equipa "a voltar a mostrar uma enorme vontade e caráter, pois só assim conseguiria continuar a resistir a todos os atropelos de que tem sido alvo ao longo da época."

O presidente diz ter "recebido mensagens de vários jogadores indignados com o que aconteceu" e para as quais não tem resposta. "Como posso defender perante eles que existe verdade desportiva em Portugal?" Se já sentia confiança na equipa, no final do empate a três golos de um jogo envolto em confusão, Vítor Murta mantém firme esse sentimento e garante que "apesar de tudo o que tem acontecido", o Boavista "não vai desistir. Vamos continuar na luta, todos juntos, e não serão estas situações estranhas, para não lhe chamar outra coisa, que nos vão derrubar. Vão ter de levar connosco até ao fim, custe o que custar!"