Boavista explica negócios: o dinheiro de Gonçalo e até de André Gomes

Boavista explica negócios: o dinheiro de Gonçalo e até de André Gomes
Cristina Aguiar/Carlos Pereira Santos

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Sócios ficaram a conhecer os contornos de alguns negócios e algumas situações relativas ao plantel, nomeadamente as saídas de Fábio Espinho e de Talocha.

Os sócios do Boavista ficaram a conhecer os contornos das decisões de mercado de transferências, numa sessão de esclarecimento que se tornou já um marco distintivo da Direção do clube. Num ato de gestão que pretendem que seja de transparência para os seus associados, os responsáveis revelaram o encaixe realizado pelo negócio mais badalado deste verão, o de Gonçalo Cardoso para o West Ham. Com a saída do jovem central de 18 anos para a Premier Legue o Boavista garantiu cinco por cento numa futura venda.

O nome de André Gomes também consta no registo de entradas positivas da contabilidade da SAD axadrezada. A passagem do médio, atualmente no Everton, rendeu 300 mil euros. A transferência de André Gomes, em 2016, para o Barcelona colocara na altura o Boavista na lista dos clubes a beneficiar de uma verba pelos direitos de formação. Antes de chegar ao Benfica, o médio iniciara-se nas camadas jovens do FC Porto, passou pelas do Boavista e do Pasteleira. O dinheiro pode ter chegado tarde, mas acabou por chegar para ajudar a reequilibrar as finanças da SAD, em fase de saneamento de dívidas antigas, na ordem dos cinco milhões de euros. O tempo pode ser ainda de apertar o cinto, mas os responsáveis asseguram ter a situação salarial com o plantel atual devidamente regularizada. As rescisões com Fábio Espinho e Talocha não implicaram indemnizações e permitiram baixar os custos salariais com os dois jogadores. Está também em aberto uma vaga para a contratação de um jogador desempregado.

A política de valorização de ativos está cada vez mais firme nos horizontes da Direção, pelo que está já em perspetiva o aproveitamento da reabertura de mercado, em janeiro. Será, então, outra oportunidade para tornar Yusupha num dos jogadores transferíveis, com a possibilidade de um encaixe financeiro de 70 por cento. Idris continua a ser considerado o pilar do plantel, pelo que o Boavista avançou com a prorrogação do contrato com o capitão.