Yaremchuk diz que "é hora de parar Putin": "Está a haver uma catástrofe humanitária"

Yaremchuk diz que "é hora de parar Putin": "Está a haver uma catástrofe humanitária"

Dianteiro ucraniano do Benfica, através do Instagram, acusou o exército moscovita de "destruir impiedosamente e propositadamente ucranianos" durante o conflito

A milhares de quilómetros de distância da Ucrânia, Roman Yaremchuk vive com o "coração partido", há mais de um mês, face à invasão da Rússia no país-natal. O avançado do Benfica, sob revolta e lamento dada destruição, apelou à proteção da nação (e sociedade) de leste que está, acusa, a ser alvo de "verdadeiro genocídio".

"Chegou a hora de parar [o presidente] Putin e proteger a Ucrânia. (...) O meu coração está partido. Cidades estão a ser destruídas e pessoas pacíficas morrem todos os dias, entre as quais estão [pelo menos] 100 crianças. O exército russo está a destruir impiedosamente e propositadamente ucranianos. Está a haver uma catástrofe humanitária, é um verdadeiro genocídio", escreveu o dianteiro ucraniano.

Numa publicação emocionada, feita no Instagram, à qual juntou um vídeo que ilustra o rastro de ruína deixado pelo exército moscovita, há mais de um mês, Yaremchuk, desolado pelas vítimas infantis, apelou à difusão coletiva destas mortes.

"Quando digo 'nós', refiro-me a cada um. Não fiquem calados. Falem sobre os homicídios brutais das nossas crianças. Salvem as vidas das crianças na Ucrânia", prosseguiu o avançado, elencando petizes ucranianos que perderam a vida.

"Alice de Akhtyrka tinha oito anos e a sua família foi alvejada. Kirill, de Mariupol, tinha apenas dois. Sofia, de Nova Kakhovka, tinha seis, e o irmão viveu apenas um mês. A lista de crianças mortas na Ucrânia cresce a cada dia", aponto o jogador.

Segundo dados disponibilizados pela Organização das Nações Unidas, pelo menos 90 crianças ucranianas morreram vítimas da guerra iniciada em 24 de fevereiro.