"Vieira apostou todas as fichas em Jesus", explica o presidente do Flamengo

"Vieira apostou todas as fichas em Jesus", explica o presidente do Flamengo
Vítor Rodrigues

Tópicos

Marcos Braz revela que a pandemia se refletiu na cláusula de rescisão baixa e a ultrapassagem do FC Porto às águias levou o líder da Luz a tomar medidas drásticas

A saída de Jorge Jesus do Flamengo para o Benfica continua a fazer correr tinta e alguma polémica no Brasil, principalmente porque o treinador português renovou pelo emblema do Rio de Janeiro e menos de um mês depois pediu a rescisão de contrato e mudou-se em definitivo para o Seixal.

A culpa disto tudo, referiu ontem o dirigente Marcos Braz, é da pandemia e do desastre pontual da equipa então treinada por Bruno Lage. Foi assim mesmo que o responsável pelo futebol do Flamengo, que teve e mantém uma relação próxima com o novo técnico dos encarnados, explicou todo o processo.

"O Flamengo é campeão da maioria das competições, passa por um ano magnífico e depara-se de repente com o problema do coronavírus. Nós já tínhamos feito uma proposta de renovação por um valor maior, mas não foi possível manter essas verbas e diminuímos a proposta. Nesse período, o Benfica perdeu a liderança do campeonato, o FC Porto passou para a frente e aí quem é do mundo do futebol sabe como as coisas funcionam", contextualizou Marcos Braz.

Nesse seguimento, referiu ainda o dirigente do Fla aos órgãos de comunicação social brasileiros, "o presidente do Benfica jogou tudo, todas as fichas, e veio buscar um técnico que fez parte da história dele e do Benfica", referindo-se à anterior passagem de Jorge Jesus pelo comando das águias, de 2009 a 2015.

Garantindo não estar chateado com a decisão do treinador, defendeu ainda que "o importante nesse processo é que o Flamengo fez o seu dever de casa, ao renovar com um técnico que era campeão da Copa Libertadores, do Brasileirão..."