Jorge Jesus: "Colocar todos os jogadores atrás da linha da bola não é antijogo"

Jorge Jesus: "Colocar todos os jogadores atrás da linha da bola não é antijogo"
Redação

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Jorge Jesus explicou, em conferência de imprensa, aquilo que considera ser ​​​​​​​antijogo e garantiu não se sentir prejudicado pelos "falhanços do Benfica no mercado".

Paços de Ferreira com jogo mais aberto ou mais fechado? "Há duas formas de analisar o que é antijogo. Antijogo não é uma equipa que se organiza defensivamente no sistema que o seu treinador acha que é o mais propício para esse jogo. Se entender colocar todos os jogadores atrás da linha da bola, isso não é antijogo. Antijogo é trinta faltas num jogo, é o guarda-redes a dez minutos para o final do jogo a mandar-se para o chão, os jogadores sempre que perdem a bola e o adversário a sair para o contra-ataque e mandam-se para o chão para ver se o adversário mete a bola para fora, o Benfica não mete, isso é que é antijogo. Isso não são processos nem técnico-táticos para demonstrar uma organização defensiva. Isso é aquilo que não defendo, é aquilo que quem gosta de futebol não defende. Agora a forma como o adversário pode jogar uns com os outros, mais ou menos defensivo, isso não é antijogo. São ideias que a equipa tem e temos de respeitar".

Presente de Natal - preferia os adeptos no estádio ou reforços? "Queria os adeptos no estádio, não tenho dúvida nenhuma sobre isso".

Sente-se prejudicado pelos falhanços do Benfica no mercado: "Não é por ser o Benfica ou por estar noutro clube qualquer. Isso faz parte do que é uma contratação de um jogador. Nem sempre se consegue contratar os jogadores que quer. Isso não é um falhanço nenhum. Há o valor do jogador, o valor de mercado, depois esses jogadores têm um valor acrescido daquilo que se pensa. Muitas vezes esses jogadores nem estão interessados em ir para o clube. Isso não é um falhanço. Falhanço de contratação era eu contratar-te a ti para jogar e depois não jogares tanto como eu pensava".