Rui Costa sucede ao dissidente Nuno Gaioso na SAD do Benfica

Rui Costa sucede ao dissidente Nuno Gaioso na SAD do Benfica
Vítor Rodrigues/Pedro Miguel Azevedo

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Encarnados comunicaram à CMVM a renúncia do anterior administrador, que não quis entrar na lista eleitoral de Luís Filipe Vieira devido a várias discordâncias na gestão do projeto encarnado.

Já estava previsto, pelo que o comunicado divulgado no sábado pela SAD encarnada à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), não é mais do que uma formalidade que confirma a alteração no Conselho de Administração da sociedade e as divergências sentidas pelo agora ex-administrador Nuno Gaioso. A saída deverá ser colmatada por Rui Costa, segundo O JOGO apurou, embora agora como vice-presidente indicado pela recém-eleita Direção do clube, presidida por Luís Filipe Vieira.

A eleição dos elementos do Conselho de Administração deverá ser agendada em breve, devendo manter-se José Eduardo Moniz como um dos dois elementos indicados pelo clube para administradores da SAD, estando previsto que Rui Costa seja o outro nome. O antigo maestro das águias já exercia o cargo desde julho de 2008, mas deixará de ser remunerado, ele que assumiu o pelouro do futebol, que deverá manter assim que seja reconstituído o grupo de administradores que renovaram o seu mandato em junho até ao fim de novembro de modo a permitirem uma eventual substituição decorrente do resultado eleitoral.

As águias informaram ontem o mercado da saída de Nuno Gaioso que apresentou a renúncia ao cargo, "considerando o referido administrador que perdeu a legitimidade para exercer tais funções, uma vez que não integra os novos órgãos diretivos do Benfica, acionista principal da sociedade". Na base de decisão do dirigente está a falta de confiança na renovação da estrutura e de ideias. "Luís Filipe Vieira deve promover uma renovação de pessoas no Benfica e no modelo de gestão, com partilha de responsabilidades e de decisão, assim como regras de maior transparência. José Eduardo Moniz disse o mesmo, invertendo a decisão [de sair] por acreditar que isso vai acontecer. A mim não bastou acreditar", disse na SIC Notícias, na noite do ato eleitoral.

Apoiante de Luís Filipe Vieira, o ex-dirigente apontou a um "trabalho notável com algumas inflexões desportivas, discursivas e erros" e ao peso dos processos judiciais, que "criaram um problema reputacional ao Benfica, porque fazem-se julgamentos na praça pública e porque pode ter havido práticas que levantem alguma dúvida".