Rui Costa recorda: "Diziam-nos para não esquecermos que era o número de Chalana"

Rui Costa recorda: "Diziam-nos para não esquecermos que era o número de Chalana"

O corpo de Chalana, que faleceu esta quarta-feira, está em câmara-ardente, na Basílica da Estrela

O corpo de Chalana, que faleceu esta quarta-feira, está em câmara-ardente , na Basílica da Estrela, em Lisboa, local por onde têm passado diversas personalidades do desporto, especialmente do Benfica.

Rui Costa, presidente do Benfica, foi um dos que quis prestar uma última homenagem a Chalana.

"Não só parte um grande símbolo do Benfica, mas também um grande símbolo do futebol português. Não sei se está ao lado do Eusébio mas está num patamar elevadíssimo da história do clube. Já nos deixaram outros grandes jogadores, mas Chalana faz parte do meu crescimento futebolístico, de um dos meus ídolos de infância. Não vi Eusébio jogar, Chalana foi o melhor que vi jogar", disse o líder encarnado.

"Consensual pelo carisma, pela enorme pessoa que sempre foi, é natural que seja consensual no país. O futebol português perdeu um enorme símbolo, o maior génio do futebol português. Ele era tudo em campo. Cresci a ver esta geração, sendo médio-centro tinha como ídolo principal Carlos Manuel, mas Chalana era o ídolo de toda a gente pelo génio que tinha em campo", acrescentou.

"Não tive o prazer ser colega dele, mas tive o enorme orgulho de privar com ele como treinador e como amigo. São essas grandes memórias que vou guardar, da enorme pessoa que é. Não conheço no mundo da bola quem não adorasse esta pessoa. Guardo essa memória, as fintas sem tocar na bola. A enorme humildade é uma das memórias mais marcantes", referiu também Rui Costa.

"Quem ocupava aquela camisola [10] tinha como referência Chalana. Eusébio também tinha sido 10, mas na minha geração diziam-nos para não esquecer que era o número de Chalana. Marcou a geração dele e as seguintes", concluiu.