Quando Pizzi era suplente de Rui Borges e apareceu... com Jesus do outro lado

Quando Pizzi era suplente de Rui Borges e apareceu... com Jesus do outro lado

ENTREVISTA, PARTE II - Com 17 anos, o jogador do Benfica foi suplente do treinador do Académico no Bragança. Rui Borges falou a O JOGO.

Amigo de infância de Eduardo, guarda-redes do Braga, Rui Borges jogava no Bragança quando Pizzi começou, ainda com idade de júnior, a dar indicações de que ia ser o que é: "um dos melhores".

Quando começou a sua paixão pelo futebol?

-O meu pai jogava futebol, a paixão já nasceu comigo. Sempre passei os meus dias a jogar futebol, de manhã, à tarde e à noite. Passei a infância a jogar futebol de rua e, a partir dos dez anos, futebol federado.

Que clube mais o marcou?

-O clube que me marcou - e marca - é o clube do meu coração, o Mirandela. Comecei com nove anos, acabei a carreira lá com 35, sou um apaixonado pelo clube da minha terra.

Na sua passagem pelo Bragança, Pizzi foi seu suplente. Recorda-se dele?

-Claro. Era um miúdo com 17 anos, apareceu, curiosamente, num ano em que fomos aos quartos de final da Taça de Portugal - perdemos com o Belenenses, 2-1, em casa, no tempo do Jorge Jesus. O Pizzi era um miúdo irreverente, já com muita qualidade, júnior, mas via-se claramente que tinha qualidade para outros voos.

Como era o jogador do Benfica na altura?

-Pacato, humilde, muito brincalhão e não tinha receio de se impor. Gostava muito de ter bola, tinha já muita técnica e qualidade de jogo e, acima de tudo, não se escondia, queria aparecer e mostrar qualidade.

Também foi médio e extremo, agora é treinador. Como avalia Pizzi?

-É um dos melhores jogadores da atualidade. Tem feito muitos golos, muitas assistências, nasceu a jogar na ala, adaptou-se muito bem a jogar como interior, como médio, porque tem qualidade técnica. Fico feliz por vê-lo triunfar. Acredito que o êxito dele se deve em parte ao espírito transmontano. Aliado à qualidade técnica, tem um espírito de luta, capacidade de trabalho e de superação.

Não perca a primeira parte da entrevista: