Saco Azul investiga também crime de branqueamento, garante PGR a O JOGO

Saco Azul investiga também crime de branqueamento, garante PGR a O JOGO
Marco Gonçalves

Tópicos

Fonte oficial da Procuradoria-Geral da República revela a O JOGO que "as diligências tiveram lugar no âmbito de um inquérito onde se investigam crimes de fraude fiscal e branqueamento"

O processo Saco Azul, no qual Luís Filipe Vieira e Domingos Soares Oliveira, presidente e administrador-executivo da SAD encarnada, foram constituídos arguidos, assim como a Benfica, SAD e a Benfica, Estádio, não se limita a investigar suspeitas de fraude fiscal. Segundo revelou a O JOGO fonte oficial da Procuradoria-Geral da República, em causa estão também crimes de branqueamento. "As diligências tiveram lugar no âmbito de um inquérito onde se investigam crimes de fraude fiscal e branqueamento", esclarece a mesma fonte.

Iniciado em 2018, com buscas ao Estádio da Luz, o caso apontava para suspeitas de "lavagem" de dinheiro", através de utilização de uma empresa informática para fazer sair dinheiro do clube, sob a justificação de serviços de consultadoria alegadamente irreais. Depois de Luís Filipe Vieira, assim como Domingos Soares Oliveira, terem sido ouvidos no Campus da Justiça, a sociedade benfiquista informou na noite de terça-feira tratar-se de uma "alegada prática de um crime de fraude fiscal qualificada", esclarecendo que a Autoridade Tributária calcula que as sociedades encarnadas possam ter retirado uma "vantagem patrimonial indevida" no valor de cerca de "600 mil euros".