Pizzi dribla a ressaca com jogo 50 à espreita

Pizzi dribla a ressaca com jogo 50 à espreita
Marco Gonçalves / Vítor Rodrigues

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Em 64 partidas europeias pelas águias, o extremo entrou de início em 49. Hoje pode somar outra, numa época em que pouco tem sido lançado por Jesus. "Treino no limite e dou sempre o máximo", disse.

O rescaldo do desaire no dérbi com o Sporting (1-3) de sexta-feira marcou, ainda que de forma não muito expressiva, a conferência de Imprensa em que Pizzi, confrontado com o acontecimento, optou por um discurso conciliador e virado, sobretudo, para o jogo desta quarta-feira, com o Dínamo Kiev, que poderá ser o seu 50.º a titular nas provas europeias pelas águias, assim Jorge Jesus o decida, tendo já somado 64 entre Champions e Liga Europa.

O último jogo não podia ter ficado fora da lista de temas a abordar, com Pizzi a reconhecer que "perder num clube como o Benfica é sempre duro, depois, num dérbi e em casa é ainda mais duro". Porém, fintou o assunto e seguiu em frente. "O bom dos jogadores das grandes equipas é que passados dois, três dias temos oportunidade de responder já em campo da melhor maneira com um bom jogo e uma boa vitória. E com uma alegria para os nossos adeptos, que bem merecem. Apoiaram-nos bastante no último jogo apesar de o resultado não ser o melhor", referiu, garantindo que "todos os jogadores estão focados, conscientes do que têm a fazer e dos erros cometidos no último jogo". "Neste é tentar dar a volta por cima", frisou.

Pela frente, as águias estão à espera de "um jogo bastante complicado", frente a "uma equipa muito forte defensivamente e nos duelos". "Queremos impor desde o primeiro momento o nosso jogo. Queremos fazer um grande jogo, dar uma alegria aos adeptos e oxalá [atingir] a qualificação para os oitavos de final, que é o nosso objetivo", apontou Pizzi, reconhecendo que a equipa conta com as dicas do companheiro ucraniano Yaremchuk, frente a um Dínamo Kiev "que se bateu bem com Bayern e Barcelona". "Temos a análise de todos adversários contra quem vamos jogar, estamos identificados com todo o tipo de jogadores. O Dínamo Kiev tem muitos jogadores internacionais, da equipa titular são cinco, seis jogadores que jogam com regularidade na Ucrânia. Temos de estar focados, com muita vontade de vencer, de dar a volta ao resultado negativo da sexta-feira passada", afirmou.

O "rival" João Mário motiva sorriso de Jesus

Do coletivo, passou-se a bola para o individual, com o goleador das últimas épocas a ser agora menos lançado por Jorge Jesus, não sendo João Mário uma explicação. "Obviamente comparando os meus números com os anos anteriores não são os números que gostaria de ter neste momento. Em relação ao João Mário, tem pouco a ver, não está a jogar na minha posição. E mesmo que estivesse todos sabem da qualidade do João Mário, se ficasse no banco por ele, não digo que seria com todo o gosto, mas seria bom porque sei da qualidade do meu "rival" de posição", argumentou, com Jesus a seu lado a não evitar o sorriso.

"O mais importante é o jogador estar focado diariamente no treino, no que pode controlar, que é treinar no limite, dando sempre o máximo, e depois esperar pela oportunidade, seja 5, 10, 45, 90 minutos. Dar o máximo. Para mim é um orgulho enorme representar este clube e seja 5, 10, 15 minutos vou dar sempre o máximo para ajudar a equipa e no que o míster pedir e para no final estarmos todos a sorrir."