Pizzi cada vez mais próximo dos números de Coluna 

Pizzi cada vez mais próximo dos números de Coluna 
Marco Gonçalves | Paulo Nunes Teixeira

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Figura emblemática do Benfica e Seleção Nacional, o Monstro Sagrado é o centrocampista do Benfica com mais tiros certeiros (126) e nas primeiras duas centenas e meia de desafios marcou 89 vezes

Melhor marcador do Benfica com 15 golos, Pizzi consolidou o estatuto frente ao Marítimo, duelo em que inaugurou o marcador na vitória gorda por 4-0. A cumprir a sexta temporada nos encarnados, o internacional português tem revelado bons índices de concretização e nos 250 jogos realizados, marca atingida no sábado, totaliza 61 remates certeiros.

O camisola 21 só não é o médio mais goleador da história do clube porque Mário Coluna tem números bastante superiores. Antigo capitão das águias e da Seleção Nacional, o Monstro Sagrado representou o Benfica entre 1954 e 1970 e destacou-se com 126 golos, 89 dos quais apontados nos 250 primeiros desafios realizados pelo clube.

Numa era em que o futebol e as competições eram distintas do que se verifica na atualidade, Coluna tornou-se um histórico do desporto-rei nacional e marcou duas temporadas na Luz com 17 golos apontados, um recorde pessoal em 1954/55 e 1959/60. Pizzi nunca atingiu estes números, mas nesta altura, já só lhe faltam dois tentos para igualar Coluna, falecido em 2014.

Reconvertido por Bruno Lage para médio ala direito, depois de ter alinhado preferencialmente como médio centro sob o comando de Rui Vitória, Pizzi já ultrapassou outros nomes de vulto nas águias como Rui Costa, atual administrador da SAD encarnada, Valdo, João Alves ou Shéu. Refira-se que logo atrás do jogador de 30 anos, surge Carlos Manuel, que cumpriu 318 jogos pelos encarnados. O antigo médio terminou a carreira no Benfica com 318 jogos realizados, mas só apontou 52 golos nos primeiros 250 desafios, marca que fica aquém do desempenho de Pizzi, que no final da época transata, depois de alcançado o 37.º título nacional prolongou o vínculo contratual, permanecendo ligado às águias até 2023.

Sexta vez a marcar e assistir

Frente ao Marítimo, Pizzi não só inaugurou o marcador como também ofereceu um golo a Carlos Vinícius, lance em que até poderia ter atirado à baliza. E esta temporada, o camisola 21 já conseguiu marcar e assistir por seis ocasiões: antes do jogo com os insulares, o médio tinha feito o mesmo frente ao Sporting, Paços de Ferreira, Belenenses SAD, Rio Ave e Santa Clara.

Sem rival na Luz

Contratado ao Atlético de Madrid em 2013/14, Pizzi jogou essa temporada no Espanhol, a título de empréstimo, mas quando regressou aos encarnados passou a cotar-se como elemento importante no plantel, então às ordens de Jorge Jesus. Desde então, o médio foi o jogador com maior taxa de utilização, entre todos os atletas que passaram pelas águias nesse mesmo período.

Pizzi poderia ter alinhado em 283 desafios e fê-lo em duas centenas e meia de jogos, registo que equivale a 88,3 por cento de utilização nas águias (ver quadro). Atrás do internacional português, surge o lateral-direito Maxi Pereira, que na sua última época na Luz (2014/15) só não foi aposta em sete dos 49 encontros que o Benfica disputou. Rúben Dias completa este pódio, sendo que no top 10 surgem, curiosamente, quatro jogadores do atual plantel. Ao jovem central e a Pizzi juntam-se o guarda-redes Vlachodimos e o avançado Seferovic.