Petar Musa, reforço do Benfica, no "degrau" de investimento de Mantorras

Petar Musa, reforço do Benfica, no "degrau" de investimento de Mantorras

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Pedro Miguel Azevedo

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Em investimentos em homens de área já a jogar em Portugal, só o valor pago pelo angolano em 2001/02 iguala o investimento no ex-Boavista. Rodrigo Pinho era o último exemplo destes negócios.

Petar Musa é reforço do Benfica, após as águias terem acertado pagar cinco milhões de euros pelo passe do croata que, na época passada, vestiu a camisola do Boavista. Neste milénio só por uma vez houve um investimento num ponta de lança a jogar em Portugal a rivalizar com esse valor e a quantia, também 5 M€, nunca foi oficialmente confirmada: Mantorras.

Desde 1999/00, as águias viraram-se apenas ocasionalmente para o mercado interno em busca de homens de área. O último caso foi Rodrigo Pinho que terá tido um custo efetivo de 1,2 milhões de euros ainda que tenha chegado do Marítimo a "custo zero". Antes, Derley (também ex-Marítimo), Lima (Braga), Makukula (vindo Marítimo, onde estava cedido pelo Sevilha), Marcel e João Tomás (Académica), Fehér (FC Porto) e Mantorras (Alverca) foram chegando à Luz, uns com mais sucesso do que outros. Contas feitas aos valores gastos pelas águias em todos eles, e ainda sem lhes somar Musa, nos últimos 20 anos o Benfica gastou 20,1 milhões de euros em pontas de lança a jogar em Portugal. Valor, recorde-se, inferior ao pago por exemplo apenas em Darwin em 2020/21: 24 M€.

Refira-se ainda que, tal como Musa, também foi dos axadrezados que o Benfica recebeu um dos seus avançados mais produtivos e simbólicos, Nuno Gomes que assinou pela primeira vez ainda no milénio passado, em 1997/98. Em duas passagens pela Luz fez 166 golos.

Mais poder aéreo garantido

Com Musa, o Benfica deu um sinal de diferente abordagem ao mercado interno no que a pontas de lança respeita. O investimento no croata de 24 anos, e que até já mereceu nos últimos dias uma chamada à seleção principal do seu país, foi feito na confiança da valorização de um atleta que teve na época passada a possibilidade de se adaptar à liga portuguesa, tendo feito 12 golos em 31 jogos. Uma das vantagens que o croata pode aportar ao ataque das águias, e talvez até em situações defensivas, é o seu poder aéreo. Com 1,90 metros, Musa foi o segundo jogador na liga portuguesa a ter mais duelos no ar: 256, apenas sendo batido pelos 293 de Estupiñan, do V. Guimarães. No plantel do Benfica, o melhor foi Otamendi, com 131 disputas.