Paulo Gonçalves causa divisão na SAD do Benfica

Paulo Gonçalves causa divisão na SAD do Benfica
Vítor Rodrigues/Marco Gonçalves

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A continuidade do assessor jurídico em funções motiva desagrado entre várias figuras da sociedade, assim como dos próprios órgãos sociais, pela mancha provocada na imagem do clube.

A continuidade de Paulo Gonçalves, assessor jurídico da Benfica, SAD, em funções está, segundo apurou O JOGO, a causar uma divisão entre os responsáveis da sociedade encarnada, divergências que se estendem também aos órgãos sociais do clube.

Se há dirigentes benfiquistas que entendem que o braço direito de Luís Filipe Vieira tem condições para continuar a desempenhar o seu cargo, optando por esperar pelo desenrolar do processo e-Toupeira e pelas suas consequências, há também quem veja como insustentável a permanência do advogado nos quadros da sociedade anónima das águias, considerando que esta situação é danosa para a imagem não só da SAD como também do clube e dos próprios profissionais que trabalham no Benfica. Aliás, sem apontar diretamente a Paulo Gonçalves, mas sublinhando que a SAD desconhece práticas ilícitas, Nuno Gaioso já tinha reconhecido na quarta-feira, em declarações à SIC Notícias, que "estes processos afetam a marca" encarnada, reforçando mesmo: "A nossa reputação pessoal e profissional é afetada." Ontem, à margem da apresentação da equipa de futebol feminino, Fernando Tavares, vice-presidente do clube - também ele arguido, mas na operação Lex -, desvalorizou a situação, garantindo apenas que "o Benfica vive um estado de normalidade e tranquilidade".

No dia seguinte a ter sido libertado, ainda que proibido de contactar os restantes quatro arguidos - fruto de ter sido indiciado por um crime de corrupção ativa e quatro de violação do segredo de justiça, em coautoria com o técnico de informática José Nogueira da Silva, o qual terá subornado para ter informações sobre diversos processos a decorrer -, Paulo Gonçalves não se deslocou ao Estádio da Luz para trabalhar, ainda que não esteja impedido de tal, pois a juíza Cláudia Pina não acedeu à pretensão do Ministério Público, que pretendia ver o assessor jurídico proibido de ir à Luz.