"O Benfica ofereceu-me a hipótese de fazer uma pausa, mas claro que recusei"

"O Benfica ofereceu-me a hipótese de fazer uma pausa, mas claro que recusei"

Yaremchuk revela opção colocada pelas águias após a Rússia invadir a Ucrânia, mas preferiu continuar a treinar com a equipa e a pensar, dentro do possível, no futebol.

A viver um momento difícil face à invasão do seu país pela Rússia, Yaremchuk revela que o Benfica colocou-o perante a possibilidade de fazer uma pausa, o que recusou. "Claro que é difícil. O Benfica ofereceu-me a hipótese de fazer uma pausa durante o tempo que precisasse para ficar em casa e distrair-me. Mas claro que recusei e treinei com o grupo como um futebolista no pleno", disse numa entrevista ao programa "Denisov Time", do Canal 1,2,3, no Youtube.

"Nas primeiras duas semanas, não percebia o que se estava a passar. Foi um choque. Nem consigo imaginar o que as pessoas que vivem nos locais de maior risco estão a passar. Estava mais preocupado com o que os meus queridos, a minha família e da minha mulher e amigos que estão na Ucrânia", contou, explicando que mesmo quando está em campo e marca não consegue esquecer a guerra. "São emoções completamente diferentes. Quando estás 100 por cento focado no futebol, é um sentimento completamente diferente", adiantou, reforçando: "Agora, durante o jogo, penso que depois vou pegar no telemóvel e ler informações para saber se está tudo bem em Kiev e Lviv, onde estão os meus amigos. Isso é o mais importante para mim, é como vivemos."

Revelando que o selecionador da Ucrânia, Alexander Petrakov, "está sempre em contacto" com os jogadores, Yaremchuk antevê já o regresso da seleção à competição, dia 1 de junho ante a Escócia, no play-off de acesso ao Mundial (o vencedor irá jogar na fase seguinte, dia 5, com o País de Gales). "Os jogadores ucranianos agora têm todos um clube: a seleção. Claro que não nos podemos comparar às nossas forças armadas, mas o que podemos é dar tudo para vencer. Temos de fazer o nosso papel com a maior vontade de sempre", atirou.