"O Benfica não só concorda como aplaude de forma efusiva o encerramento das competições"

"O Benfica não só concorda como aplaude de forma efusiva o encerramento das competições"

Pedro Mil-Homens, diretor-geral do Caixa Futebol Campus, comentou em declarações à BTV a decisão da FPF de dar por encerrados todas as competições de formação masculina e feminina de futebol e futsal.

Decisão da FPF?

"O Benfica não só concorda, como aplaude de forma efusiva esta decisão, no momento em que atravessamos talvez o período mais difícil da vida de todos os portugueses, que hoje estão vivos em Portugal, porque creio que não haja hoje nenhum português vivo que tenha memória do que foi a II Guerra Mundial. Este é certamente um dos momentos mais difíceis que o País está a viver. Não deixando de dizer quão é importante para a vida de um jovem o desporto e, neste caso, o futebol, este é um momento de concentrar os nossos esforços, de todos nós e das famílias, naquilo que é essencial. O essencial é preservar a saúde, livrar cada um de nós da possibilidade de infeção. No momento, eu considero residual estar a imaginar quando é que podíamos terminar uma competição, campeonato ou o que quer que seja. Portanto, o Benfica não só está de acordo como aplaude esta decisão da FPF e acha até que esta posição da Federação poderia ser o exemplo para aquilo que outras federações desportivas em Portugal deveriam fazer".

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Como ficam as equipas do Benfica?

"Continuam a trabalhar. A decisão da Federação inclui apenas os escalões de formação, de sub-19 para baixo, pelo que todos estes jovens têm no momento, para além da tarefa desportiva, também tarefas escolares a cumprir, podendo concentrar-se um pouco mais naquilo que são as suas obrigações escolares. Naturalmente naquilo que tem sido o nosso trabalho diário, de cada equipa técnica, com os diferentes jogadores continuará mas pensando mais naquilo que será a próxima época, permitindo que cada um deles se concentre agora naquilo que é essencial, mantendo algum nível de atividade e preparação física, mas que reduzam um pouco a ansiedade de saber quando é que vamos regressar e voltar a competir. Neste momento, tranquilamente, a Federação disse a todos nós que vamos voltar a treinar e a competir, seguramente com saúde, na próxima época desportiva. As equipas, os jogadores, qualquer pai, qualquer mãe e qualquer família fica também mais tranquila porque sabe onde é que a atividade diária dos seus filhos se deve concentrar. Da nossa parte, vamos continuar em contacto com todos eles, em todas as áreas, acompanhar os jovens que residem sozinhos, jovens estrangeiros, abrindo-se para alguns deles a possibilidade para, em condições se segurança, regressarem a suas casas, aos seus países, mas isso trataremos a seguir".

Esta época acaba por não contar?

"É verdade, mas o mais importante é a vida de todos nós. O bem mais essencial da vida é a nossa saúde, é o facto de estarmos vivos. Sem isso não há desporto e o campeonato de iniciados, de juvenis, não tem o menor significado face à dimensão do desafio que a sociedade portuguesa atravessa neste momento. E o futebol soube dar o exemplo daquilo que é essencial e no momento é residual. Continuam suspensas as competições seniores, aí vamos esperar para ver o que irá acontecer, mas referindo-me à formação, de sub-19 para baixo, acho que qualquer título para qualquer clube não tem o menor significado considerando aquilo que é o desafio, não é só dos jogadores e dos treinadores, mas que a sociedade portuguesa tem à sua frente".