"No Rio Ave está a minha família e está o meu sangue", afirma Lage

"No Rio Ave está a minha família e está o meu sangue", afirma Lage

Treinador do Benfica recorda anos de trabalho conjunto com Carlos Carvalhal e não esquece o irmão, Luís Nascimento, adjunto no Rio Ave.

Plantel sem estágio no Seixal após Portimão: "O estágio é no dia que antecede o jogo, hoje vamos entrar em estágio. Houve uma altura em que se fez estágio em função da situação que se vive, a ideia passava por estarmos juntos, não estarmos expostos ao vírus, trabalharmos juntos. Acredito muito no bem-estar de toda a gente, porque uma pessoa tem energia positiva trabalha melhor do que uma com energia negativa, e por isso é que eu digo repetidamente que fechamos um jogo e partimos para o jogo seguinte. Renova-se a energia a treinar com a nossa intensidade. A minha liderança e foco é muito centrada na tarefa, naquilo que temos de fazer dentro do campo. É aí que a energia é renovada".

Sequência atual contrasta com sequência positiva no início da época: "Falta de empenho não é, há que perceber que nessa sequência há uma paragem de três meses que não se pode esquecer. É como digo, sair de um jogo, partir para outro, perceber que o seguinte é sempre um desafio em que o adversário coloca diferentes problemas, explora pontos mais frágeis do que outros e é sempre uma oportunidade de fazer mais e melhor. Tivemos uma primeira parte de época com registo muito interessante, agora esta menos produtiva, o trabalho é igual os mesmos jogadores, o mesmo treinador, a mesma forma de olhar para essa questão. Pensar no outro jogo, sempre a tentar fazer mais e melhor".

Lage será o treinador em 2020/21? "Isso é uma questão que não me preocupa. O dia de hoje é a minha maior motivação, eu trabalhei com o Carlos Carvalhal durante seis anos. Vivemos como uma família. No Rio Ave está a minha família, o meu sangue, por causa do meu irmão, e ninguém nesta casa tem mais motivação para vencer amanhã [quarta-feira]".

Ausências na defesa: "Confiança total nos jogadores que vão entrar, depois o trabalho é sempre igual, porque não trabalhamos os que jogam mais e os que jogam menos de forma diferente. O trabalho que foi feito em todas as semanas é feito para toda a gente estar preparada par jogar. Essas questões são transversais para trabalhar. Estamos a falar de vários jovens que podem entrar em campo, muita juventude, mas também tranquilidade e confiança. Têm muito trabalho feito e jogos na equipa principal".