"Na minha cabeça era difícil aceitar que não jogava no Benfica"

"Na minha cabeça era difícil aceitar que não jogava no Benfica"
Vítor Rodrigues/Marco Gonçalves

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Eintracht Frankfurt tem opção de compra de dez milhões, mas o clube da Luz assegura o direito a uma fatia superior a 30 por cento em caso de futura venda de Jovic

À passagem sem sucesso pelo Benfica, Jovic está a responder com a afirmação no Eintracht Frankfurt, pelo qual soma, mesmo sendo muitas vezes lançado a partir do banco, seis golos e boas exibições. Algo que, segundo apurou O JOGO, está a despertar o interesse de alguns dos principais clubes alemães.

Emprestado pelas águias até ao final de 2019, Jovic está a convencer os responsáveis do Eintracht, que asseguraram uma opção de compra no valor de dez milhões de euros. E se este valor pode até ser considerado relativamente baixo, face aos 6,583 milhões investidos pelo Benfica na contratação do internacional sub-21, em janeiro de 2016, o nosso jornal sabe que as águias garantiram a possibilidade de fazer um importante encaixe com o atleta, pois têm direito a uma fatia superior a 30 por cento de uma futura venda a realizar pelo Eintracht Frankfurt.

Confrontado pela Imprensa alemã precisamente pela existência da cláusula de compra, Jovic reconheceu que "existe uma opção muito elevada", mas garantiu que não acusa a pressão. "Não sinto o peso do preços. Essas perguntas não são para mim e também ainda não é hora de falar sobre isso, até porque a temporada entrou na fase mais importante", afirmou, explicando a falta de sucesso na Luz. "Saí da Sérvia há dois anos como uma estrela e no Benfica encontrei um ataque com Mitroglou, Jonas e Jiménez. Em primeiro lugar, precisava de tempo para me adaptar ao clube, à liga portuguesa e tudo mais, mas isso tornou-se difícil porque na minha cabeça era difícil aceitar que não jogava", referiu.

"Essencialmente, esse foi o grande problema. Agora, tenho a mentalidade certa: sei que o tempo está a passar, já não sou tão jovem", reforçou, reconhecendo também que o arranque pela turma germânica "foi difícil". "Tinha Haler pela frente, e ele foi o jogador mais caro da história do clube. Sabia que não ia ser fácil, mas trabalhei no duro, esperando a minha vez e justifiquei a aposta quando fui chamado", afirmou, apontando o seu objetivo para 2017/18: "Só penso em ficar nos primeiros lugares e garantir o apuramento para a Champions."