Movimento Benfica Bem Maior apoia Rui Costa: "Nunca houve promessas de lugares"

Movimento Benfica Bem Maior apoia Rui Costa: "Nunca houve promessas de lugares"
Vítor Rodrigues

Tópicos

O movimento "Benfica Bem Maior", declarou esta segunda-feira apoio a Rui Costa para o ato eleitoral do próximo dia 9 de outubro.

O movimento Benfica Bem Maior (BBM) oficializou esta segunda-feira o apoio à candidatura de Rui Costa à presidência do emblema da águia, estando o ato eleitoral agendado para o próximo dia 9 de outubro. Como O JOGO já anunciara, existia proximidade de propostas, daí resultando um acordo que tem como consequência a não-apresentação de um candidato e o apoio ao atual presidente benfiquista.
Pela voz de João Braz Frade, líder deste grupo de associados, anunciou que "após várias conversas com Rui Costa e a sua candidatura, foi possível chegar a um entendimento programático" sobre o que entendem ser necessário para "o futuro do clube". "Para nós é importante poder colaborar e aplicar algumas das nossas propostas e ter possibilidade de contribuir para ajudar o clube a enfrentar dificuldades, a crescer e a retomar os seus valores essenciais", referiu o antigo vice-presidente dos encarnados.

Recomendando o voto em Rui Costa, Braz Frade agradeceu ao antigo futebolista por ter acreditado que o BBM pode contribuir para o futuro do clube. "Juntamo-nos na ambição de cumprir o que todos os sócios esperam do clube: mais vitórias desportivas, mais clareza, mais participação dos sócios e adeptos na vida do clube na construção de um futuro mais ambicioso, mais sustentável (ambiental, social e economicamente), mais assente nos valores fundadores que nos conduziram até hoje.

"Nunca ninguém pediu nada, nunca houve promessas de lugares", garantiu ainda Frade.

Os grandes desafios e os processos judiciais

Braz Frade revelou que o BBM fez um trabalho de análise à realidade benfiquista e daí extraiu "a necessidade de uma revisão estatutária que torne no Benfica um clube mais democrático, mais claro na relação com os sócios e com mais fiscalização".

Concluiu ainda "a necessidade de definição de um programa de atuação, de um programa de 'governo', que projete o clube para a próxima década e que contemple a transformação digital, o reforço da internacionalização, a aposta no primado desportivo, a aposta na formação, a implementação de um modelo de gestão mais participativo e a renovação patrimonial".

Porém, refere Braz Frade, "são tempos difíceis os que vive o Benfica", perspetivando "grandes desafios", nomeadamente pela "transição de uma presidência centralizadora e algo fechada em si mesma para uma liderança que os sócios querem mais participada, dialogante e transparente"

Além disso, o Benfica irá "enfrentar e geris todos os processos judiciais 'herdados' do passado" e terá ainda de procurar "recuperar financeiramente dos efeitos da pandemia e adaptar o clube aos desafios resultantes do novo quadro competitivo internacional e da centralização de direitos televisivos".