Reforço policial, cadeiras a voar e Vieira apertado numa AG quente

Reforço policial, cadeiras a voar e Vieira apertado numa AG quente
Rodrigo Cortez/Paulo Nunes Teixeira

Tópicos

Mais de um milhar de associados compareceu à reunião e, apesar da votação favorável, muitas foram as vozes críticas, sobretudo pelo momento negativo no futebol.

Com uma afluência superior ao normal e a exceder as expectativas dos próprios dirigentes, que não montaram um esquema de entrada no pavilhão suficiente para dar escoamento às longas filas que se formaram em redor do estádio - a maior parte dos interessados só entrou com os trabalhos já em curso -, Luís Filipe Vieira foi apertado por inúmeros associados, tendo até ouvido ruidosas vaias quando alguns oradores abordavam a área do futebol.

Segundo os números oficiais, ao pavilhão da Luz deslocaram-se 1069 sócios, um número que ganha expressão comparando com os apenas 225 votantes na AG de 2016 e a votação angariada. Então, o Relatório e Contas do clube foi aprovado com 91,2 por cento dos votos, ontem esse número atingiu apenas os 61,38 por cento, tendo o não subido de 2,55 para 29,25. A diferença é significativa, apesar das contas de ambos os exercícios terem valores semelhantes e positivos, com o momento desportivo atravessado pelo plantel a justificar a discrepância.

Depois da apresentação do documento pelo "vice" Nuno Gaioso, seguiu-se o período de questões sobre o mesmo, mas todas as intervenções desembocaram no passivo e no futebol. Bruno Costa Carvalho, antigo candidato à presidência foi bastante aplaudido por ter defendido uma maior proximidade de Rui Costa às decisões e ao trabalho de Nuno Gomes, também à diminuição efetiva do passivo dados os "500 milhões de vendas nos últimos anos", algo que não se verificou, culminando com um pedido, muito ovacionado, direcionado a Luís Filipe Vieira: "Limpe as contas do Benfica e leve-nos ao penta".

A votação acabou por ser favorável, mas não o suficiente para finalizar o momento de contestação. Enquanto no exterior do pavilhão o efetivo do Corpo de Intervenção da PSP foi reforçado com quase duas dezenas de unidades, no interior chegou a ouvir-se o rebentamento de um petardo e, à medida que alguns sócios deixavam o local, vários foram os relatos a dar conta de tentativas de agressão a dirigentes e arremesso de cadeiras na fase final de perguntas dos associados com críticas a Luís Filipe Vieira e à ligação ao empresário Jorge Mendes.