Jonas: a "maior deceção" no Benfica e o sonho que não morre

Jonas: a "maior deceção" no Benfica e o sonho que não morre

O avançado do Benfica não esconde que a eliminação prematura da Liga dos Campeões não foi fácil de digerir e está de olhos postos no... Mundial.

Jonas leva 25 golos marcados pelo Benfica na I Liga e esse dado não passou despercebido ao Globoesporte, que aproveitou o facto de o avançado de 33 anos ser o melhor marcador dos principais campeonatos europeus para entrevistar o "Pistolas".

O internacional brasileiro continua a alimentar o sonho de estar no Mundial'2018, mas garante estar focado no Benfica e, por isso, deixa uma garantia: o plano passa por permanecer na Luz.

"Os meus planos são ficar o máximo de tempo possível aqui [no Benfica]. Estou muito feliz aqui. Tenho vivido os melhores momentos da minha carreira, tenho um carinho enorme por este clube, respeito, amor. A minha relação com o Benfica é muito forte. Então passa pela minha cabeça terminar a carreira aqui. Tenho mais um ano de contrato, mas claro que vai depender muito de como vai terminar esta temporada e de como vou estar na outra. A minha relação com o presidente é muito boa, maravilhosa. Se for para ampliar o meu contrato, é porque tenho feito bons trabalhos. Caso contrário, terminar aqui tem passado pela minha cabeça", afiançou Jonas, que não escondeu a desilusão pela campanha do Benfica na Liga dos Campeões da presente época.

"Foi minha maior deceção aqui no Benfica porque, nos anos anteriores, fizemos boas campanhas na Champions. E aí cria a expectativa de, a cada ano, chegar mais próximo às fases mais adiantadas. Nos dois últimos, chegamos aos "oitavos" e aos "quartos". Este ano foi atípico porque perdemos os seis jogos, foi muito frustrante e dececionante. Nós todos, presidente, jogadores, ficámos muito tristes pela campanha. Mas não estivemos à altura da competição, não fizemos bons jogos. Não tivemos qualidade, concentração", contou Jonas, que garante estar atento às palavras do selecionador do Brasil:

"Sabemos que, com o Tite, não fui convocado nenhuma vez. Mas eu apego-me muito às declarações dele, que diz que quem joga a alto nível nos clubes pode ser convocado, que nada está descartado. Por mais que não tenha sido convocado, olho muito para o meu momento e a ele estar atento aos jogadores. É um objetivo meu voltar à seleção, a pensar no Mundial. Estou com 33 anos, completo 34 em abril, então essa seria a última oportunidade", rematou o avançado do Benfica.