Premium Um a um: o desempenho dos jogadores do Benfica frente ao Ajax

Um a um: o desempenho dos jogadores do Benfica frente ao Ajax
Marco Gonçalves/Miguel Gouveia Pereira

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A análise e a pontuação a todos os jogadores do Benfica utilizados por Rui Vitória no encontro desta quarta-feira com o Ajax. E ainda como jogou a equipa holandesa um jogo que acabou empatado a um golo

Vlachodimos 5

Seguro aos 38" e 45"+3", negando o golo primeiro a Ziyech e depois a Schone, ambos de livre, deixou a sensação de que podia ter saído mais cedo da baliza no lance em que Tadic fez o empate.

André Almeida 6

Apanhou pela frente o superveloz David Neres, mas, mesmo assim, conseguiu sair por cima do confronto com o extremo brasileiro, impedindo que o camisola 7 do Ajax fizesse estragos pelo seu flanco.

Rúben Dias 5

Após uma primeira parte na qual não deu espaços aos móveis avançados dos lanceiros e em que ofereceu o corpo ao tiro de Tadic aos 45"+3", cometeu algumas falhas no segundo tempo. Além de várias entregas a "queimar" os colegas, deixou escapar Tadic no 1-1.

Jardel 6

Ao contrário do colega do eixo, manteve durante toda a partida atenção total aos avançados da turma contrária, refreando os seus ímpetos. Pecou apenas nalgumas jogadas em que arriscou em demasia e em diversas entregas de bola.

Grimaldo 7

Motivado pela arrancada logo no primeiro minuto, que terminou em disparo forte à baliza do Ajax, controlou as investidas de Ziyech e funcionou muitas vezes como um extremo, criando sérios desequilíbrios no sector defensivo holandês, como aos 62", em que tirou dois adversários do caminho na área do Ajax e obrigou Onana a defesa de recurso.

Gedson 5

Peça importante para dar equilíbrio, fruto da sua capacidade física, recuperando e fechando linhas de passe, foi por vezes algo complicativo, demorando a passar a bola aos colegas.

Gabriel 6

Abriu bem no minuto 1 para Grimaldo, permitindo a arrancada do colega, mas durante a primeira parte teve problemas para construir jogo. Melhorou muito na segunda parte, ganhando influência e participando em algumas das melhores jogadas do Benfica, apesar de nem sempre ter decidido da melhor forma. Aos 90"+5" esteve pertíssimo de se tornar o herói encarnado, mas Onana negou o golo e o triunfo do Benfica.

Salvio 6

Saiu aos 48" devido a problemas físicos, depois de um jogo em que, mesmo sem furar pela direita, soube segurar a bola à espera dos colegas, somando ainda a "assistência" para o 1-0 de Jonas, ao fazer o lançamento lateral para o Pistolas.

Cervi 6

Muito bem a cortar caminhos a Mazraoui e a apoiar Grimaldo, algo de que o colega tinha sentido falta no jogo anterior. Não se fixou na esquerda, de onde cheirou o golo, obrigando Onana a defesa difícil (6"), e criou problemas à defesa do Ajax.

Jonas 7

Manteve a eficácia total nos jogos em que foi titular esta temporada: em três partidas no onze, marcou sempre. Fez o golo que alimentou as ambições encarnadas na vitória, mas não se limitou à jogada em que, aproveitando uma falha de Onana - que segundos antes tinha obrigado a errar para um lançamento lateral -, finalizou com calma para o então 1-0. Lutou e bem com os centrais do Ajax, ajudou a equipa a subir no terreno e ainda ameaçou o 2-0, mas o toque de cabeça foi fraco, aos 35".

Rafa 5

Correu muito, quer defensiva quer ofensivamente, mas no segundo capítulo, apesar de ter escapado aos defesas lanceiros, teve algumas falhas na decisão. Aos 90"+4" esteve perto do golo, mas Onana parou o disparo.

Seferovic 4

Sem conseguir encontrar antídoto para escapar aos defesas da turma holandesa, fê-lo apenas por uma vez, aos 81", mas o tiro forte saiu à figura de Onana.

Pizzi 4

Última arma lançada por Rui Vitória para chegar ao triunfo, não foi capaz de fazer a diferença.

A FIGURA

Fejsa: 7

Um varredor capaz de libertar os companheiros


Com a equipa a viver um momento complicado e de ansiedade, foi sempre uma garantia de tranquilidade e capacidade de trabalho, varrendo quase por completo o campo. Não se limitou a limpar a zona intermediária, acorrendo constantemente quer ao último reduto quer até a linhas mais avançadas. Sempre em cima dos avançados e médios contrários, não permitiu grandes veleidades ao conjunto comandado por Erik ten Hag e foi decisivo para evitar o descalabro defensivo, como tinha acontecido na última partida, ante o Moreirense. Em grande estilo, nem que para isso fosse preciso recorrer à falta - mesmo condicionado pelo amarelo aos 45", foi capaz de manter a pressão sobre os holandeses -, recuperou várias vezes a bola, libertando os companheiros para que estes procurassem causar estragos no sector defensivo do Ajax. Certeiro no passe, o camisola 5 viu apenas Salvio terminar com melhor eficácia na entrega de bola.

Como jogou o Ajax

Onana passou de vilão a herói

Foi um Ajax pragmático e solidário que se apresentou ontem no Estádio da Luz. Apesar da boa ligação entre sectores, o conjunto treinado por Ten Hag teve algumas dificuldades em chegar à grande área benfiquista, sendo que as melhores oportunidades surgiram na sequência de lances de bola parada e, na jogada do 1-1, num passe longo para área. Depois de uma primeira parte em que jogaram mais no erro do adversário e no qual foram prejudicados por uma má saída de Onana, os holandeses mostram mais acutilância ofensiva após o intervalo e foram recompensados com o golo de Tadic.

Defesa

Onana esteve no melhor e no pior no capítulo defensivo. O guarda-redes parou vários remates com selo de golo, como o de Gabriel no final do encontro, mas saiu de forma disparatada no lance que resultou no 1-0. Os centrais De Ligt e Blind nem sempre revelaram bom entendimento, ao passo que, no que diz respeito aos laterais, Mazraoui atacou mais e Tagliafico praticamente só defendeu.

Meio-campo

De Jong e Schone foram dois muros que impediram contra-ataques e, sobretudo, que Gedson e Gabriel chegassem com sucesso à zona da finalização. Os dois médios mais defensivos retificaram alguns erros dos centrais e compensaram as subidas dos laterais, nomeadamente de Mazraoui. Van de Beek tinha a tarefa de apoiar Tadic no ataque, mas nem sempre foi bem-sucedido, falhando alguns passes.

Ataque

Tadic lutou praticamente sozinho contra a defensiva encarnada. Além do golo, o avançado sérvio procurou a melhor forma de fugir aos centrais, veio várias vezes atrás buscar a bola e ainda tentou surpreender de fora de área. Ziyech, com exceção da assistência no 1-1, não deslumbrou e o mesmo aconteceu com David Neres. Dolberg pouco acrescentou.