O que diz o recurso do Ministério Público no caso E-Toupeira: "As contrapartidas foram efetuadas a expensas da Benfica SAD"

O que diz o recurso do Ministério Público no caso E-Toupeira: "As contrapartidas foram efetuadas a expensas da Benfica SAD"

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Em causa a decisão da juíza Ana Peres ter decidido levar Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico, a julgamento, deixando de fora a Benfica SAD

"As contrapartidas foram efetuadas a expensas da Benfica SAD, utilizando os trabalhadores (em especial Ana Zagalo) e toda a demais estrutura da Benfica SAD e entregues, direta ou indirectamente, por Paulo Gonçalves, como demonstram as mensagens, escutas, correio eletrónico e vigilância indicadas na acusação", pode ler-se no recurso do Ministério Público no chamado processo E-Toupeira, apresentado no Tribunal Central de Instrução Criminal, em Lisboa.

Em causa, recorde-se, a decisão da juíza Ana Peres ter decidido levar Paulo Gonçalves, ex-assessor jurídico, a julgamento, deixando de fora a Benfica SAD. No documento, ao qual a revista Sábado teve acesso, o procurador Valter Alves afirma que algumas das entregas de prendas de Paulo Gonçalves aos funcionários judiciais José Silva e Júlio Loureiro "foram feitas com conhecimento do presidente e sempre com o beneplácito da oportuna ausência de regras efetivas e de vigilância da arguida SAD".

No recurso, que depois de entregue no TIC seguirá para o Tribunal de Relação de Lisboa, o mesmo procurador do Ministério Público diz não entender "a insuficiente fundamentação da decisão instrutória, limitando-se a extensas descrições doutrinárias e a fundamentação de facto conclusiva, tornando de difícil perceção o motivo para a não pronúncia".